sábado, 21 de março de 2009
DIA DA POESIA
Ser Poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendos
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in «Poesia Completa»
terça-feira, 17 de março de 2009
LER POESIA

(colecção Frente e Verso, revista VISÃO)
«A inspiração é a parte menor da criação. O poema nasce em geral de um objecto, uma memória, uma imagem – e é a partir daí que a sua construção vai sendo desenvolvida. Pode ser um quadro ou uma escultura, como pode ser uma fotografia, ou uma simples cena do quotidiano. No entanto, é a palavra que vai guiar a escrita poética; e por palavra entendo também o lado fónico, sonoro, que obriga à procura de um ritmo e de uma respiração que vão buscar à música as suas regras. Mas também não me considero um artesão dado que não preciso de trabalhar demasiado o objecto poético: o poema nasce praticamente já acabado, e se há um trabalho ele dá-se na cabeça, antes de passar à página o texto.»
(http://www.revistazunai.com.br/)
«Primeiro Livro de Poesia», Caminho

(selecção de Sophia de Mello Breyner Andresen)
«Este livro é constituído por obras de poetas de todos os países de língua oficial portuguesa, é um livro de iniciação destinado à infância e à adolescência e onde procurei reunir poemas que, sendo verdadeira poesia, sejam também acessíveis.
É possível que muitos considerem este livro difícil. Mas a cultura é feita de exigência. Por isso afastei o infantilismo e o simplismo. Uma criança é uma criança mas não é um pateta.
(…)
Espero que estes poemas sejam lidos em voz alta, pois a poesia é oralidade.»
Sophia de Mello Breyner Andresen
terça-feira, 3 de março de 2009
SEMANA DA LEITURA - 2009

SER MULHER
Poema declamado pela nossa colaboradora D. Licínia Grave, por si dedicado a todas as Mulheres, em especial à Prof.ª Fátima Odete, Coordenadora da nossa BE/CRE.
Ser mulher…
É viver mil vezes em apenas uma vida.
É lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora.
É estar antes do ontem e depois do amanhã.
É desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus actos.
É caminhar na dúvida cheia de certezas.
É chorar de alegrias e muitas vezes sorrir com tristeza
É acreditar quando ninguém mais acredita.
É cancelar sonhos em prol de terceiros.
É esperar quando ninguém mais espera.
Ser Mulher…
É estar em mil lugares de uma só vez.
É fazer mil papéis ao mesmo tempo…
É distribuir emoções que nem sempre são captadas.
É comprar, emprestar, alugar, vender, sentimentos, mas jamais dever.
É saber dar o perdão… é tentar recuperar o irrecuperável.
É entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.
É estender a mão a quem ainda não pediu.
É doar o que ainda não foi solicitado.
É não ter vergonha de chorar por amor.
È esperar sempre por um recomeço.
É ter a arrogância de viver apesar dos dissabores,
Das desilusões, das traições e das decepções.
É ser mãe dos seus filhos… dos filhos de outros
E amá-los igualmente.
Ser Mulher…
É ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem.
É desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos.
E fincar a bandeira da conquista
É hospedar dentro de si o sentimento do perdão.
É voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes.
É cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar
As suas próprias feridas sangrando.
Ser Mulher…
É ser princesa aos vinte… Rainha aos trinta…
Imperatriz aos quarenta e… especial a vida toda.
É chorar calada as dores do mundo e,
Em apenas um segundo, já estar sorrindo.
É subir degraus e, se os tiver que descer, não precisar de ajuda.
É tropeçar, cair e voltar a andar.
Ser Mulher…
É, acima de tudo, um estado de espírito.
É uma dádiva… É ter dentro de si um tesouro escondido
E, ainda assim, dividi-lo com o mundo!
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A aluna Diana Kolesnyk, do 8ºA, leu o poema «Poesia Matemática» .
Poesia Matemática
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela a dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs –
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclideanas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E, enfim, resolveram se casar
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
Vira monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Freqüentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais
Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
Tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era a fração
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
Millôr Fernandes
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Inspirados em «Descalça Vai para a Fonte», de Luís de Camões, os alunos do 10ºC escreveram alguns poemas.
As declamações foram acompanhadas à guitarra por Ivo, Luís e Kevin da mesma turma.
Eis os poemas :Descalço Vai Para a Fonte
Descalço vai para a fonte,
O Leonardo pelo arame farpado.
Vai furioso e todo espetado.
Montes e vales
vai passando,
muros e telhados
vai saltando,
para chegar ao lugar.
O lugar mais esperado.
Vai furioso e todo espetado.
Leva na mão uma tortilha,
feita pela sua filha,
na outra, uma garrafa de vinho
roubada na cave do vizinho.
Finalmente vê a fonte,
o lugar tanto sonhado.
Vai furioso e todo espetado.
Luís, Ruben, Ivo
Correndo Vai a Gorete
Correndo vai Gorete
Pela estrada de trotinete
aflita para ir a toillete!
O vento bate-lhe na franja
e voa a saia cor-de-laranja.
Olha para os lados
com os cabelos despenteados,
chegada ao destino
Encontra o Professor Justino.
Acordou do pesadelo
e caiu-lhe o cabelo.
Acorreu ao cabeleireiro
Para comprar uma peruca,
Passou pelo peixeiro
Que lhe pôs escamas na nuca.
Infeliz deitou-se na cama
E foi até de madrugada.
Ao acordar disse à Ama
"Mas que vida desgraçada".
Agitada vai Gorete
pela estrada de trotinete
Preocupada com a toillete
Que esvoaça com a Tempête".
Daniela Machado, Joana Raimundo, Sónia Claro
A felicidade de Leanor
Contente e feliz vai para a fonte,
Leanor pela verdura.
Vai fermosa e não segura.
Vai cantando e sorrindo,
Mostrando o bom da vida.
Vai chamando a atenção,
Com a sua aparição.
Exalando felicidade,
Partindo corações
Com a sua simplicidade,
Vai fermosa e não segura.
Mas Leanor não faz por mal,
Apenas mostra felicidade,
Mostra o quanto vale a pena lutar.
Luta pelo amor,
Pela alegria,
Pela tranquilidade.
Lutar por aquilo que acredita
Lutar por aquilo que sonha!
Vai fermosa e não segura.
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Gostas de Ler?
Estes são os testemunhos de alguns dos nossos alunos:
*Gosto de ler porque, durante alguns momentos, me afasto um bocadinho da vida real e me esqueço de tudo. Entro num mundo de fantasia onde tudo é imaginário.
O livro que mais gostei de ler até hoje… foram dois: “Encruzilhada no Tempo” e “O Livro Misterioso”, de Margarida Fonseca Santos.
Gosto de livros misteriosos porque posso usar a imaginação e tentar adivinhar o que vem a seguir.
Não gosto de livros que falem de guerra, de mortes.
O primeiro livro de que gostei muito foi a “Menina do Mar”, de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Sónia Costa (13 anos)
*Gosto de ler porque, enquanto estou a ler, parece que estou na história, a viver o que lá se passa. O livro de que mais gostei até hoje foi um livro da colecção “Buffy, a Caçadora de Vampiros”, mas não me recordo do nome completo.
Não gosto de livros que tenham pouca acção.
O primeiro livro de que gostei muito falava de piratas e de descobertas.
Tiago Cipriano (13 anos)
*Eu gosto muito de ler. Durante a leitura somos todos os heróis dos livros, aprendemos sobre todos eles... O mais interessante é que estamos com eles, conhecemos todos os seus problemas e sorrimos com as suas piadas.
Há muitos livros diferentes: de comédia, educativos, dramáticos e assim por diante… É impossível enumerá-los a todos. Eu aconselho-vos a ler tudo. A leitura torna-nos mais espertos, enquanto andamos à nossa própria procura no rosto dos heróis dos livros. Eu sou uma dessas pessoas… Eu amo a diversidade.
Tenho lido muitos livros. Basicamente gosto de aventuras emocionantes. Apenas li livros em língua russa, por isso provavelmente não conhecem este. O seu título é “País dos Espelhos”. É uma história interessante sobre uma garota que era má, desobediente e assim por diante. Ficou num planeta onde teve de conviver com a sua própria cópia. A garota não a suportava, pois ela era muito rude e tinha muita maldade (Claro! Era uma cópia dela!) Depois de muitas aventuras, a rapariga foi melhorando. Tornou-se uma menina mais sábia.
Diana Kolesnyk (14 anos)
*Um livro faz-me viajar pelo Mundo sem sequer sair de casa. Faz-me criar mais vocabulário. Aprendo coisas que nunca imaginei existirem.
O livro que mais gostei de ler até hoje foi “O Crepúsculo”, de Stephenie Meyer. Adorei o assunto, a acção. E atraiu-me muito pela forma como está escrito. Foi o primeiro livro de que gostei de verdade.
Não gosto de livros que não tenham muita acção.
Salomé Costa (13 anos)
*Quanto mais leio, melhor leio. Até hoje, o livro que mais gostei de ler foi o "Ulisses", de Maria Alberta Menéres, porque era um livro de muita acção.
Não gosto de histórias de amor, prefiro acção.
O primeiro livro que gostei de ler era de Banda Desenhada, da série X-Men.
Micael Seixeiro (13 anos)
*Gosto de ler porque me ajuda a passar bem o tempo.
O livro que mais gostei de ler até hoje foi o "Ulisses", de Maria Alberta Menéres. Não gosto de romances de amor. Prefiro acção.
Luís Ferreira (13 anos)
*Prefiro livros de acção. Quando leio, sinto-me no mundo das histórias. Além de que me ajuda a ler cada vez melhor.
O livro que mais gostei de ler até hoje é da colecção «Crónicas de Nárnia». Gostei porque fala de mistérios e de magia.
O primeiro livro de que gostei muito falava de monstros que atacavam os humanos. Kevin Almeida (15 anos)
*Gosto de ler porque gosto de me imaginar em novas situações.
O livro que mais gostei de ler até hoje foi «O Cavaleiro da Dinamarca», de Sophia de Mello Breyner Andresen. É um livro com bastante acção.
Não gosto de livros que tenham pouca acção, nem que tenham poucas páginas.
A primeira história de que gostei muito foi a história do «Pirata das Caraíbas».
Miguel Peralta (15 anos)
*Durante a leitura, imagino que sou eu que estou a viver a história.
O livro de que mais gostei até hoje foi As Aventuras de Robinson Crusoe, de Daniel Defoe. É uma história de aventura que conta como, depois de um naufrágio, Robinson vive sozinho numa ilha deserta.
Não gosto de livros sentimentais, nem dos que têm muitas páginas. Prefiro acção. O primeiro livro de que gostei foi O Pirata das Caraíbas.
Tiago Oliveira (14 anos)
*Gosto de ler. É umas das melhores coisas que se podem fazer. Apenas é preciso tempo.
O primeiro livro de que gostei muito falava do Oriente e do Egipto. Não me lembro do título. O livro que mais gostei de ler até hoje é "A Guerra das Estrelas – O Último Jeti".
Gosto de livros que falem dos temas que me interessam. Dos outros, não gosto. Acho-os maçadores.
Isaac dos Anjos (14 anos)
*Gosto de ler porque gosto de ter a cabeça ocupada a pensar em alguma coisa e também porque me faz sentir bem e me distrai. Não gosto de livros que falem de sangue.
O primeiro livro de que gostei muito falava de uma festa de anos: "Anita e a Festa de Anos". O livro que mais gostei de ler até hoje foi “Temos Mesmo de Esperar Até Segunda-feira?”, de Margarida Fonseca Santos. Fala de uma rapariga e de um rapaz. Quando a rapariga revelava as fotografias que tirava, aparecia sempre a figura de um certo rapaz. Mas, quando as tirara, não estava lá nenhum rapaz.
Patrícia Santos (14 anos)
*Gosto de ler porque gosto de saber uma história e, depois, ser eu mesmo a inventar cenários e personagens. Ler acalma-me. Quando começo A ler um livro, leio-o até ao fim, com curiosidade em saber o final.
O livro que mais gostei de ler até hoje foi o “Ulisses”. Tem muita acção e eu gosto de livros de aventura.
Não gosto de livros de terror, porque não gosto muito de sangue nem de mortes dolorosas.
O primeiro livro que li e de que gostei falava de Jesus. Camava-se “A Bíblia dos Pequeninos”.
José Morgado (13 anos)
*Gosto de ler quando vou para a cama, antes de dormir, ou quando tenho tempo livre, porque é uma coisa que m dá gozo fazer.
O livro que mais gostei de ler até hoje foi “O Livro Misterioso”, da autora Margarida Fonseca Santos. Falava de coisas emocionantes e invulgares.
Não gosto de livros que acabem mal, nem de histórias de terror.
Lembro-me que o primeiro livro de que gostei se chamava “O ABC”. Também falava de coisas fora do vulgar: uma fuga de letras!
Daniela Almeida (13 anos)
*Gosto de ler quando estou sozinha, ou triste. Põe-me mais bem disposta.
O livro que mais gostei de ler até hoje foi o "Poeta (às vezes)", de Maria Teresa Maia Gonzalez. Não fala só de poesia, fala do nosso dia-a-dia. O narrador é um rapaz que diz o que se passa na sua vida.
Não gosto de livros que não tenham animação.
O primeiro texto de que gostei muito foi “O Vampiro Que Bebia Groselha”, de Luísa Ducla Soares.
Filipa Rocha (13 anos)
Gosto de ler quando tenho tempo livre. Costumo ler à noite.
O livro que mais gostei de ler até hoje foi “Temos Mesmo de Esperar até Segunda-Feira”, de Margarida Fonseca Santos. Gostei porque tem muito mistério e também é uma história romântica.
Não gosto de livros que tenham palavras muito difíceis de ler e, por isso, se tornam aborrecidos.
O primeiro texto de que gostei muito foi “A Nuvem”. Conta a história de uma menina que gostava de ser nuvem. Lembro-me que a menina perguntava à nuvem de que é que valia ser nuvem se não a podia levar? Servia apenas para a ver passar, passar...
Andreia Julião (16 anos)
*Gosto de ler quando tenho algum tempo livre.
O livro que mais gostei de ler até hoje foi o Robinson Crusoe, de Daniel Defoe. Gostei porque era uma história de sobrevivência.
Não gosto de livros sentimentais.
O primeiro texto de que gostei muito falava sobre a Segunda Grande Guerra Mundial. Era uma enciclopédia sobre a história do mundo.
José Gama (14 anos)
*Gosto de ler quando tenho tempo livre, principalmente à noite.
O livro que mais gostei de ler até hoje foi «O Cavaleiro da Dinamarca», de Sophia de Mello Breyner Andresen. Achei interessante conhecer a história do cavaleiro e a grande coragem que ele demonstrava.
Gosto muito de livros de acção.
O primeiro livro de que gostei muito falava de aventura e coragem: chama-se “Ulisses”, da autora Maria Alberta Menéres.
Hugo Ferreira (13 anos)
*Gosto de ler quando, estou sozinha, quando está silêncio ou quando estou num sítio aborrecido, sem nada para fazer.
O livro de que mais gostei até hoje foi “Temos Mesmo Que Esperar Até Segunda-Feira?”, de Margarida Fonseca Santos. Esta história tinha momentos muito divertidos e também muito suspense. Além disso, também parecia que entrávamos na história por completo.
Não gosto de livros que tenham vocabulário muito difícil de interpretar, pois esses tornam-se muito aborrecidos.
O primeiro livro de que gostei muito falava de uma menina que foi visitar a avó, mas que foi surpreendida por um lobo… é um conto e chama-se “O Capuchinho Vermelho”.
Carla Cancujo (14 anos)
*Ler dá-me gozo. Prefiro ler no meu quarto, quando tenho algum tempo livre.
O livro de que mais gostei até hoje foi “O Livro Misterioso”, de Margarida Fonseca Santos, pois é um livro cheio de mistério e fantasia. Não gosto de livros que falem de mortes.
A primeira história que me agradou falava da fuga de um alfabeto! As letras estavam fartas de escrever em cartazes, cadernos…
Joana Sesta (13 anos)
*Gosto de ler num local calmo e silencioso, quando estou sozinha.
O livro que mais gostei de ler até hoje foi “Temos Mesmo que Esperar até Segunda-feira?” de Margarida Fonseca Santos. É uma história romântica. Gostei muito da maneira como a autora a conta.
Não gosto de biografias.
O primeiro livro de que gostei muito falava de um porquinho que queria ser pastor, queria cuidar das ovelhas como os cães pastores. É “O Porquinho Babe”.
Cátia Rocha (15 anos)
*Gosto de ler com os meus amigos, quando há silencio, ou quando estou sozinho.
O livro de que mais gostei até hoje foi o “Harry Potter e a Câmara dos Segredos”, pois gosto de livros com acção e aventura, mas com pouco terror.
Não gosto de histórias românticas.
O primeiro livro de que gostei muito foi “Uma Aventura Na Televisão”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, foi o primeiro livro gostei muito de ler.
André Ferreira (14 anos)
*Gosto de ler só quando tenho mesmo vontade, quando me apetece.
“O Guarda da Praia”, de Maria Teresa Gonzalez é o livro que ando a ler e é, também, o primeiro livro que me está a dar realmente gosto. Fala de um rapaz, uma rapariga e uma concha. A história passa-se numa ilha e o rapaz tem que partir para as Américas.
A maneira como a história é contada, a forma como está escrita, é o que me está a atrair nele.
Ana Silva (14 anos)
*Quando não tenho nada que fazer ou estou sozinha, gosto de ler.
Actualmente ando a ler “O Crepúsculo” de Stephenie Meyer. O título chamou a minha atenção e achei que era uma história diferente, fora do comum.
A primeira história de que gostei chamava-se “A Criança”.
Gabriela Neves (14 anos)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Sugestões de Leitura
FILIPOVIC, Zlata, O Diário de ZlataAntes de a guerra eclodir na cidade de Sarajevo, na Bósnia, nada parece faltar na vida de Zlata. No momento em que começa o cerco à sua cidade, tudo o que ela tomava como garantido na sua vida lhe escapa das mãos.
A partir desse momento, Zlata é obrigada a deixar a sua infância despreocupada e feliz. Descreve ao pormenor o seu dia-a-dia: em Sarajevo falta tudo, água, comida, medicamentos. A guerra é um inferno e quem mais sofre são os desprotegidos.
PEIXOTO, José Luís, Cemitério de Pianos
No ventre de uma oficina de carpintaria aninha-se o cemitério de pianos, instrume
ntos cujo mecanismo, à semelhança dos seres que os rodeiam, não está morto, encontrando-se antes suspenso entre vidas. Exílio voluntário onde se reflecte, se faz amor, lugar de leituras clandestinas, espaço recatado de adúlteros, pátio de brincadeiras infantis e confessionário de mortos, é o espaço onde se encadeiam gerações.Os narradores – pai e filho –, em tempos diferentes, que se sobrepõem por vezes, desvendam a história da família, numa linguagem intercalada de sombras e luz, de silêncio e riso, de medo e esperança, de culpa e perdão. Contam-nos histórias de amor, urgentes e inevitáveis, pungentes, nas quais se lê abandono, violência doméstica e faltas nem sempre redimidas que, no entanto, acabam por ser resgatadas pelo poder esmagador da ternura e dos afectos.
Uma escrita intercalada de sombras e luz, de silêncio e riso, de medo e de esperança, de culpa e perdão. A morte de novo convocada, não para indicar o fim, mas a renovação, o elo entre gerações, a continuidade.
http://www.portaldaliteratura.com/livros.php?livro=4000
http://oquecaidosdias.wordpress.com/2007/05/11/cemiterios-de-pianos/
em 12-2-2009
Um filme:

Título: A Guerra dos Mundos
Título Original: The War of the Worlds
Com: Tom Cruise e Dakota Fanning
Realização: Steven Spielberg
Categoria: Acção/Aventura, Ficção Científica, Guerra
https://www.blueplanetdvd.com/app/cliapp/ItemTitle/Info.tea?parId=951
http://www.epilogo.blogger.com.br/guerradosmundos.JPG
em 12-2-2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Abandonada
Ano de edição: 2008
Editor: Ideias de Ler
Nº de páginas: 280
ISBN: 2147483647
Mais de 20 000 exemplares vendidos!
Separada da mãe verdadeira ao nascer, Anya cresce num ambiente de terror, dominado pelo seu tio manipulador e violento. Agredida, humilhada e violada por ele desde os seis anos de idade, Anya pensa que nada mais lhe poderá acontecer. Mas acontece…
Um dia, magoada com os insultos dos irmãos, Anya não consegue aguentar e todos os segredos são finalmente revelados. E então, a sua "Mamã", a única pessoa que Anya sempre amou e cujo afecto a ajudara a suportar aquela existência de terror, abandona-a.Decidida a começar uma nova vida, Anya esconde os seus sentimentos e tenta seguir em frente. Mas quando se torna uma sem-abrigo, passando a viver no próprio carro, sabe que tem de lidar com os segredos do passado para poder encontrar a segurança e felicidade que sempre desejou.
Abandonada é uma história inesquecível de amor e aceitação.
Críticas de imprensa:
"Um relato marcante de sobrevivência."
Elle Magazine
Título original: An Inconvenient Truth
De: Davis Guggenheim
Classificação: M/16
EUA, 2006, Cores, 100 min.
Documentário que tem como figura condutora Al Gore, o antigo Vice-presidente dos Estados Unidos, que depois da sua derrota nas eleições de 2000 voltou à sua cruzada de ajudar o planeta. Segundo alguns cientistas, teremos apenas dez anos para evitar uma grande catástrofe que pode destruir o nosso planeta gerando condições meteorológicas agressivas, inundações, epidemias e ondas de calor que ultrapassam tudo o que conhecemos. O documentário segue a luta de Al Gore para travar o aquecimento global e a sua tentativa de impor o problema, não como uma questão política, mas sim um desafio global para a Humanidade.
http://cinecartaz.publico.clix.pt/filme.asp?id=157650
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Hora do Conto
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Dia dos Reis

Vamos cantar orvalhadas
Vira o vento e muda a sorte
Muita neve cai na serra
Quem tem a candeia acesa
Já nos cansa esta lonjura
Uma aula especial
A aula foi introduzida por uma intervenção do Coordenador do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, professor Orlando Matias, que disse:
Lição do tempo
Apenas me resta o tempo todo do mundo do resto do meu tempo.
Vou ser breve na exposição, porque o tempo é a coisa mais preciosa que temos.
O tempo que por nós passou,
foi passado em grande parte dentro de paredes
em que a vida ia acontecendo e por nós passava.
O tempo foi-se escrevendo na tela
e cada momento tem cores mais vivas ou mais diluídas,
mas sempre cores.
Tão depressa o tempo passou
que não nos demos conta que o dia terminou.
Mas este terminus do tempo não é o fim do nosso tempo…
É antes o começo de um novo tempo.
É um tempo de outra esperança, de outras paredes, com outra gente.
De outras telas para pintar.
É sempre o tempo que nos espera.
É o tempo que nos une e nos mantém presentes.
A Professora Madalena começou, então, a sua aula:
Não fiz um power point
Não vou utilizar o projector
Escrevi algumas palavras
Com pouco engenho mas muito amor
Ensinei:
Latitude e longitude
Para fazer a localização
Perdi-me em mil palavras
Para fazer orientação
Que a Terra é redonda
Com paisagens diferenciadas
Montanhas, desertos, oceanos
E terras humanizadas
A África é um continente
Rico em matérias-primas
Onde há fome e doença
E os meninos não sabem rimas
Europa, velho mundo
Onde estamos num cantinho
Sejamos mais solidários
Para percorrer o mesmo caminho
Antártida, continente branco
Não o destruam por favor
Não transformem o gelo em água
Com tanto gás e tanto calor
Oceânia, muito distante
Aborígenes, calor escaldante
Ilhas do outro lado do mundo
Lugar do canguru saltitante
América, continente de contrastes
A Norte poder económico, poder militar
A Sul, conservem a Amazónia
Para o planeta continuar
Demos a volta ao mundo
Com asas e imaginação
Alguns aprenderam com gosto
E outros talvez não
Agradecer a toda a escola
É meu dever, minha obrigação
Concretizem todos os sonhos
Um Bom Natal, Paz no coração
Antes que o sol se afaste
E a falta de jeito se vá
Vou despedir-me de todos
Sejam felizes, é tudo para já.
Maria Madalena Pinho dos Santos
Uma tela em branco
Uma tela em branco!
Não, não é o fim de um projecto de vida
É tão-somente um novo patamar,
A oportunidade para abraçares o desafio
E descobrires a vida que há para lá da tela.
Solta o espírito e deixa fluir,
Pinta rosas vermelhas e brancas,
Flores silvestres,
Perfumes diversos,
Crianças a jogar à bola,
Homens grandes de mão dada.
Pinta a esperança e o desânimo
A dor e a alegria,
Pinta um passarinho ferido
Mas também um melodioso trinado.
Pincela!
Mas mistura bem as cores,
A tela precisa de cor,
Pincela, Madalena.
Vais perceber que, afinal,
Não existe o lado de lá da tela!
Nem o lado de cá!
Apenas existe uma VIDA,
Uma tela, apenas.
Uma tela com nuances,
Uma vida feita de diferentes projectos,
Para cada um o momento certo.
Mistura as tintas, Madalena,
A tela anseia por novas cores!
Carpe diem, Madalena!
domingo, 4 de janeiro de 2009
Hora do Conto
No dia 22 de Dezembro, a Hora do Conto, actividade da Câmara Municipal de Vagos, foi dinamizada por uma aluna do Curso de Cozinha do primeiro ano da nossa Escola, acompanhada por uma aluna da Escola Básica 2/3 João Rocha (Pai) e uma aluna do Colégio de Nossa Senhora da Apresentação, de Calvão. Contaram uma história de Natal a todos os presentes , como não podia deixar de ser.No final da história, duas alunas do Curso de Acção Social, do 11º ano da nossa Escola, fizeram a animação, com enchimento de balões bem divertidos e pinturas faciais.


Para acabar bem a festa, o Pai Natal apareceu e distribuiu prendinhas a todos os meninos.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Feliz 2009!
"Playing For Change: Peace Through Music"
(playingforchange.com)
STAND BY ME
When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, No I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me
So darling, darling
Stand by me, oh, stand by me
Oh stand, stand by me,
Stand by me
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
Or the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry
No I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
So darling, darling
Stand by me, oh, stand by me
Oh stand, stand by me,
Stand by me
Whenever you're in trouble, won't you stand by me
Oh stand by me,
oh won't you stand now?
stand by me
(Ben E. King/Jerry Leiber/Mike Stoller)
