terça-feira, 7 de julho de 2015

CAFÉ DA NOITE

Pois hoje, domingo, dia 12 de outubro de 2014, estou a pensar dar-vos um conselho de amiga, registando a data, para que não digam que não vos preveni, mal descobri a importância de proceder a este alerta geral “faceboquiano”. E o alerta reside no seguinte: não durmam, que dormir é uma perda de tempo! 


Constatei-o esta noite e confirmei as minhas suspeitas. No final, só no final, dou-vos a receita para estarem sempre de” faxina”, mas primeiro, façam o favor, se é que já estão acordados, que é assim que deve ser mesmo num fedorento dia de chuva, de se manterem bem despertos (o meu PC está sempre a apitar; se julga que me manda calar, armado em elevada tecnologia informática, com alguns 12 anos de vida, que “tire o cavalinho da chuva”, que não embarco em apitadelas, nem cedo às constantes ameaças da sua reiterada escuridão; na verdade, hei-de rebentar-lhe com o teclado até que o dedo me doa, uma vez que só escrevo com um, não por falta de destreza, mas porque entendo que assim não arruíno os outros nove, que o bom governo começa e acaba nestes pequenos pormenores);(o programa mandou-me substituir pequenos pormenores por apenas “pormenores”, como se eu fosse alguma ignorante, não reconhecesse a possível redundância. Considero, amigos, que tudo isto que me está a acontecer, são intervenções reacionárias desse vírus que não me deixa acabar a mensagem que deveria ser rápida, para ser implacavelmente eficaz. E, por falar em acabar, ainda não acabei, por outra, mal comecei ainda o premente assunto que não me fez ainda desandar de casa para um café no café, que esses é que me sabem bem. E ele a apitar, não tarda apronta-me a escuridão, e lá se me vai a oportunidade do aviso que me traz aqui, pois entretanto, os meus amigos aborrecem-se do paleio, ficam todos a dormir, o que será gravíssimo, e por que não dizer, fatal! Desligam-me, permanecendo assim na escuridão total sobre o assunto que cá me trouxe e que nunca mais me leva daqui. Se tal vos acontecer, leiam talvez o último parágrafo, que lá estará provavelmente o tão milagroso medicamento contra o tão terrível vírus do sono; e digo isto porque até eu mesma já começo a bocejar só de falar nele e não por me estar a “chatear” até a mim própria de falar, falar sem dizer praticamente nada. (A verborreia é outro vírus que anda por aí à solta, maléfico q.b., mascarado de eloquente político bem vestido, cúmplice do sono. Juntos fazem "complot" para que, meio adormecidos, em estado de semitranse, não enxerguemos por entre a enevoada demagogia sonífera, que nos querem matar de fome ou tédio.

Mudei de parágrafo, a ver se a coisa vai! Não tenho tempo já de vos dizer o que fiz durante a noite e o adiantamento que dei à minha vida. Seria uma longa e fastidiosa enumeração e estou aflita para me pôr a andar para o tal café. Apenas isto: entre as muitas arrumações, descobri coisas inacreditáveis que nem sabia que tinha: tantas, mas tantas coisas, que provavelmente sou rica há muitos anos e nem sabia. Mesmo assim, fiz as contas à vida na Caixa Direta, (não me pagam a publicidade, mas enfim, não me ocorre o nome específico doutros bancos online) tendo constatado, durante a vigília, que tenho andado a gastar excessivamente, matutando na “coisa” :”A quem dorme ou preguiça, nunca lhe acode a justiça”; ”Quem se deita a dormir, acaba a pedir” (não foi por esta ordem, mas não tenho tempo).
“Deus não dorme”, diz o sábio povo quando se sente injustiçado, atirando ainda aos preguiçosos a inflexível afirmação “Andar a dormir na forma”.
Anda por aí há décadas um estafado provérbio muito suspeito sobre a questão do sono: ”O dormir é meio sustento”. É certo que a dormir não comemos nem fumamos, mas o que eles querem é que durmamos muito e comamos pouco, para nos acomodarmos com as questões salariais. Não liguem! São manobras reacionárias de quem nos quer anestesiados. Outro também, com requintes de malvadez, mas “quem o não conhecer, que o compre”, diz então: “O bom comer faz mau dormir”. Uma vergonha! Reformulo-o já, para que não pensem que somos parvos: ”O bom comer faz não dormir”. Parece que era a propósito do sono que eu vinha mandar “umas postas de pescada”… ( já foi há uma hora, nem me lembro bem…era?)
Vou rapidamente arranjar-me e tomar café que a minha vida não é isto.
Receitinha para não dormir: um café tomado fora de horas (da hora habitual). Não sabiam, pois não? Aposto. Portanto amigos, café a partir das 6, se não estiverem habituados e “olho bem aberto” em permanente estado de alerta, que ainda é cedo para o “eterno descanso”.
Quer café? Duplo, se faz favor.


Professora Cristina Grilo
outubro de 2014

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