domingo, 31 de maio de 2015

PAPOILAS, POPPY ou COQUELICOT, NA PINTURA.

A Papoila (Papaver rhoeas) é uma das plantas mais antigas e são várias as lendas com ela relacionadas.
Na Grécia era dedicada a Hipnos, o deus do sono, e a Morfeu, o deus dos sonhos... 
Os Romanos dedicavam-na a Ceres… A deusa vagueava pela Terra sem conseguir encontrar nada que a interessasse. Os outros deuses cansados da sua incessante busca decidiram cultivar papoilas. Um dia Ceres reparou nelas, colheu-as e adormeceu num sono profundo. Ao acordar reparou que havia ainda muitas para colher. Desde então que o florescimento das papoilas está relacionado com a época das colheitas. 

"Cama de Papoilas" de Maria Oakey Dewing - 1909

A papoila aparece em muitos quadros de pintores famosos, como aquela singela flor que desperta alegria nos campos.

"Campo de Papoulas em Argenteuil"  de Monet - 1873

Mas também foi reflexo na literatura e nas restantes áreas em geral. 

"Campo de Papoulas perto de Vétheuil"  de Monet - 1879

Almeida Garrett insere-a em Frei Luís de Sousa e nenhum dos nossos grandes líricos - Camões, Bocage ou Pessoa - a dispensou dos seus poemas.

"Papoilas" de Van Gogh

Nas artes cénicas , ilustraram-na Gil Vicente e Dom Francisco Manuel. De resto até há um filme da época mais produtiva do cinema nacional, intitulado Maria Papoila.

"Campo de Papoilas" de Van Gogh

"Natureza morta, vaso com margaridas e papoilas" de Van Gogh - 1890

"Nas papoilas" - Vladimir Volegov

"Em Maio passeando entre as papoilas" - Vladimir Volegov

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