domingo, 31 de maio de 2015

PAPOILAS, POPPY ou COQUELICOT, NA PINTURA.

A Papoila (Papaver rhoeas) é uma das plantas mais antigas e são várias as lendas com ela relacionadas.
Na Grécia era dedicada a Hipnos, o deus do sono, e a Morfeu, o deus dos sonhos... 
Os Romanos dedicavam-na a Ceres… A deusa vagueava pela Terra sem conseguir encontrar nada que a interessasse. Os outros deuses cansados da sua incessante busca decidiram cultivar papoilas. Um dia Ceres reparou nelas, colheu-as e adormeceu num sono profundo. Ao acordar reparou que havia ainda muitas para colher. Desde então que o florescimento das papoilas está relacionado com a época das colheitas. 

"Cama de Papoilas" de Maria Oakey Dewing - 1909

A papoila aparece em muitos quadros de pintores famosos, como aquela singela flor que desperta alegria nos campos.

"Campo de Papoulas em Argenteuil"  de Monet - 1873

Mas também foi reflexo na literatura e nas restantes áreas em geral. 

"Campo de Papoulas perto de Vétheuil"  de Monet - 1879

Almeida Garrett insere-a em Frei Luís de Sousa e nenhum dos nossos grandes líricos - Camões, Bocage ou Pessoa - a dispensou dos seus poemas.

"Papoilas" de Van Gogh

Nas artes cénicas , ilustraram-na Gil Vicente e Dom Francisco Manuel. De resto até há um filme da época mais produtiva do cinema nacional, intitulado Maria Papoila.

"Campo de Papoilas" de Van Gogh

"Natureza morta, vaso com margaridas e papoilas" de Van Gogh - 1890

"Nas papoilas" - Vladimir Volegov

"Em Maio passeando entre as papoilas" - Vladimir Volegov

terça-feira, 26 de maio de 2015

É tempo de papoilas e de recordar CESÁRIO VERDE (O Ramalhete rubro das papoulas)





Naquele pic-nic de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.


Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico,
um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!


In "O Livro de Cesário Verde"

quinta-feira, 21 de maio de 2015

NEWTON NO C3

Amanhã, no C3 – CENTRO DE CULTURA E CIÊNCIA (na ANTIGA ESCOLA DO 1.º CEB DA PARADA DE CIMA) - APRESENTAÇÃO DO PROJETO:


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Pode uma biblioteca chamar a atenção da comunidade envolvente?

A resposta surge sob a forma de fotografia. Na Boa Hora foi assim (16 de abril de 2015):


Toda a gente que tem as mãos frias deve metê-las dentro das pias

Ora, aqui está a trupe do 1º ano que em Boa Hora dramatizou o Poema Pial (16.04.2015):


POEMA PIAL

Toda a gente que tem as mãos frias
Deve metê-las dentro das pias.

Pia número UM,
Para quem mexe as orelhas em jejum.

Pia número DOIS,
Para quem bebe bifes de bois.

Pia número TRÊS,
Para quem espirra só meia vez.

Pia número QUATRO,
Para quem manda as ventas ao teatro.
Pia número CINCO,
Para quem come a chave do trinco.

Pia número SEIS,
Para quem se penteia com bolos-reis.

Pia número SETE,
Para quem canta até que o telhado se derrete.

Pia número OITO,
Para quem parte nozes quando é afoito.

Pia número NOVE,
Para quem se parece com uma couve.

Pia número DEZ,
Para quem cola selos nas unhas dos pés.

E, como as mãos já não estão frias,
Tampa nas pias!


Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa visitou a Boa Hora para colaborar como o 3º ano na dramatização de um poema seu, Mostrengo (16.04.2015):


O MOSTRENGO

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tetos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,

«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo;
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»


Fernando Pessoa

LEVAVA EU UM JARRINHO...

O 2º ano da Boa Hora a dramatizar o seu poema (16.04.2015):
LEVAVA EU UM JARRINHO

Levava eu um jarrinho
P’ra ir buscar vinho
Levava um tostão
P’ra comprar pão;
E levava uma fita
Para ir bonita.

Correu atrás
De mim um rapaz:
Foi o jarro p’ra o chão,
Perdi o tostão,
Rasgou-se-me a fita...
Vejam que desdita!

Se eu não levasse um jarrinho,
Para ir buscar vinho,
Nem levasse um tostão
P’ra comprar um pão,
Nem levasse uma fita
Para ir bonita,
Nem corresse atrás
De mim um rapaz
Para ver o que eu fazia,
Nada d’isto acontecia.

Fernando Pessoa

Vem aí o Zé das Moscas

Vem aí o Zé das Moscas, peça teatral de António Torrado para os mais novos, foi levada a cena pelos alunos do 4º ano da Boa Hora, no dia 16 de abril. Assim se brinca, a sério. Assim se promove a leitura. Um sucesso!
Três atores em cena: o oficial de diligências, o juiz e o Zé.

E quem dizeis vós que eu sou?


 AMADEO, diz Joana Cunha Leal, autora do texto que se segue (maio de 2010)
Amadeo nasceu na quinta dos seus pais em Manhufe, no concelho de Amarante, a 14 de Novembro de 1887. Cresceu entre nove irmãos, no seio de uma família de abastados proprietários rurais. Passou a sua infância entre a casa de Manhufe e as estâncias de veraneio na praia de Espinho. Aí conheceu Manuel Laranjeira, cuja amizade foi determinante para incentivar a prática do desenho, que Amadeo desenvolveu depois em Lisboa, no âmbito dos estudos preparatórios de Arquitetura na Academia de Belas-Artes de Lisboa. Estávamos em 1905.

A viagem para Paris, em Novembro do ano seguinte, na companhia de Francisco Smith, não tinha data de regresso marcada. Financiado pelos pais, Amadeo instalou-se no Boulevard Montparnasse e tratou de preparar o concurso à École des Beaux Arts. Contudo, o ambiente parisiense reforçou a sua inclinação para o desenho e a caricatura, contribuindo para afastá-lo de vez do campo da Arquitetura. Particularmente influenciado pela ilustração que circulava na imprensa francesa, Amadeo não tardará a dedicar-se ao desenho e à pintura.

Os primeiros anos de estadia em Paris ficaram marcados pelo convívio com outros portugueses emigrados. O estúdio que alugou no 14, Cité Falguière converteu-se num espaço de tertúlias e boémia com a presença assídua de artistas como Manuel Bentes, Eduardo Viana  (que o acompanhará em 1907 numa viajem à Bretanha), Emmérico Nunes, Domingos Rebelo e Smith. Este convívio regular não durou muito. O final de 1908 e o início do ano seguinte trazem importantes alterações à vida de Amadeo: conhece Lucia Pecetto (1890-1989), com quem casará em 1914, e começa a frequentar as classes da Academia Viti, do pintor espanhol Anglada-Camarasa (1871-1959). Muda então o seu atelier para a rue des Fleurus num espaço contíguo ao apartamento de Gertrude Stein. Estas alterações terão contribuído para distanciá-lo do circuito dos artistas portugueses. Mas esse afastamento voluntário parece traduzir, antes de mais, um corte de sentido plástico, uma vontade de romper com a “rotina atrasada” que lhes atribui. O nível de exigência e de comprometimento com o trabalho que já então ia produzindo remetem-no para uma esfera sem paralelo na pintura dos portugueses, porque Amadeo mergulha plenamente nas pesquisas do modernismo internacional em desenvolvimento em Paris. É nesse contexto de investigação formal que, em 1910, o veremos entusiasmado com as pinturas dos “primitivos” flamengos (numa estadia de três meses em Bruxelas). É neste período também que o veremos aprofundar a sua amizade com Amedeo Modigliani (1884-1920).

Amadeo, Cozinha da Casa de Manhufe

 Em 1911, Amadeo muda outra vez de estúdio. Instala-se próximo do Quai d’Orsay, na rue du Colonel Combes. Em Outubro realiza neste espaço uma exposição com Modigliani. Esta não seria, contudo, a primeira exposição da sua obra. Alguns meses antes, Amadeo apresentara um conjunto de seis pinturas no Salon des Indépendants. Volta a expor neste Salão no ano seguinte e em 1914. De igual modo, mostra o seu trabalho no Salon d’Automne entre 1912 e 1914. Entretanto, o seu círculo de amizades e conhecimentos estende-se e internacionaliza-se. Conhece Umberto Boccioni (1882-1916), Gino Severini (1883-1966), e Walter Pach (1883-1958), que mais tarde o convidará a participar no Armory Show. Está também em contacto com Juan Gris (1887-1927), Max Jacob (1876-1944), Sonia e Robert Delaunay, Brancusi (1876-1957), Archipenko (1887-1964), Umberto Brunelleschi (1879-1947) e Diego Rivera (1886-1957), entre outros.

O interesse de Amadeo pelo desenho consolida-se neste período com a preparação do manuscrito ilustrado da Légende de Saint Julien l’Hospitalier de Flaubert e pela publicação do álbum XX Dessins  (reeditado pelo CAM em 1983) com prefácio de Jérôme Doucet, álbum que mereceria uma apreciação muito favorável do célebre crítico Louis Vauxcelles.

Amadeo esforçar-se-á também por mostrar a sua pintura fora do circuito parisiense. Os contactos que estabelece nestes anos permitir-lhe-ão participar numa série de importantes exposições de grupo, entre as quais a célebre Exposição Internacional de Arte Moderna de 1913, também conhecida como Armory Show, que mostraria pela primeira vez a moderna arte europeia nos EUA (Nova Iorque, Chicago e Boston). Amadeo apresenta um total de oito obras, ao lado de Braque (1882-1963), Matisse, Duchamp (1887-1968), Gleizes (1881-1953), Herbin e Segonzac (1884-1974). Três das suas telas foram compradas pelo colecionador de Chicago, Arthur J. Eddy, o qual, ao publicar Cubist and Post-Impressionism (1914), cita e reproduz algumas das obras do pintor português, destacando-o pelo seu colorido. Outros importantes contactos vão levá-lo à Alemanha. Em Setembro de 1913, já depois de outra mudança de estúdio (que o leva a instalar-se em Montparnasse, na rua Ernest Cresson), estará representado no I Herbstsalon de Berlim, organizado pela Galeria Der Sturm. Amadeo já havia trabalhado com esta galeria berlinense em Novembro de 1912, data em que pela primeira vez expôs no seu espaço. É muito provável que em 1914 tenha participado em mostras em Colónia e Hamburgo e é certo que em Abril desse mesmo ano enviou 3 trabalhos para a Royal Academy de Londres, tendo todavia a exposição sido cancelada com o deflagrar da Guerra.

Também em 1914, antes de deixar Paris para passar o Verão em Portugal, como era habitual, Amadeo volta a mudar de atelier para a Vila Louvat, no nº 38 bis da rua Boulard. Não chegou todavia a utilizar este espaço. Após uma breve passagem por Barcelona em que visita o seu amigo, escultor, León Solá, e conhecerá Gaudí, Amadeo regressa a Manhufe, onde será surpreendido pelo deflagrar da Guerra que o impedirá de regressar a Paris.

A estadia forçada de Amadeo em Portugal não foi sinónimo de apatia criativa. Se ainda em Paris a sua obra explorara os domínios da abstração e, depois, enveredara por vias de compromisso expressionismo, o exílio em Portugal acabará por constituir-se como um momento de plena maturação da sua pintura, que se aproximará então de muitas das questões equacionadas no domínio da colagem.

Em 1915, o isolamento de Amadeo em Amarante foi quebrado pelo contacto com Sonia e Robert Delaunay, que a Guerra fizera também, inesperadamente, aportar a Vila do Conde. Por esta via, o círculo das suas relações recupera Eduardo Viana e alarga-se a Almada Negreiros. No seio deste núcleo de amizades geram-se diversos projetos, nomeadamente a criação de umaCorporation Nouvelle destinada a promover exposições internacionais itinerantes, ideia que nunca chegou a concretizar-se. Entretanto, através de Almada, Amadeo entra em contacto com o grupo dos “Futuristas” lisboetas, reunidos inicialmente em torno da revista Orpheu.

Na batalha pela agitação do meio artístico português, Amadeo teve um papel discreto mas relevante. No final de 1916, numa conhecida entrevista que deu ao jornal O Dia, parafraseia largamente os manifestos de Marinetti. Não que as propostas do Futurismo o cativassem enquanto solução formal. A postura radical e modernista com que o movimento era identificada em Portugal, convinha todavia a Amadeo como forma de intervenção e motor de rutura com as estruturas tradicionalistas dominantes, que o haviam atacado por ocasião das suas duas únicas exposições realizadas em vida em Portugal.

Em Dezembro de 1916, Amadeo promoveu, primeiro no Porto e depois em Lisboa, uma mostra em que reuniu sob o título de Abstraccionismo 114 pinturas. O desfasamento da cultura estética nacional impediu uma receção favorável das propostas pictóricas de Amadeo, ganhando os certames uma aura de escândalo (coroada no limite pela agressão física ao pintor). Neste contexto importa destacar o protagonismo de Almada Negreiros e Fernando Pessoa na sua defesa pública. Ambos o reconheceram como o pintor mais significativo do seu tempo. Mas não deixaram de ser manifestações excêntricas e isoladas.

Amadeo morreu em Espinho em Outubro de 1918, vítima da epidemia de pneumónica que deflagrou nesse ano. Tinha apenas 30 anos.

Joana Cunha Leal
Maio de 2010

terça-feira, 19 de maio de 2015

LISTA DOS VENCEDORES DO "CONCURSO LITERÁRIO JOÃO GRAVE" - 2015

Eis a lista dos vencedores do "Concurso Literário João Grave"

Categoria A
1º Prémio - Título do trabalho "Os mistérios de Eduardo"
Pseudónimo: Curiosos
Autor(a): Alunos do Centro Escolar da Boa Hora J.I. 01 - J.I. do Areão


...

Categoria B
1º Prémio - Título do trabalho "O caracol"
Pseudónimo: Mel Andrade
Autor(a): Amélia Maria Pimenta Simões  
E.B. 1 de Calvão - 4º ano

Categoria B
Menção Honrosa Título do trabalho "À luz do sol"
Pseudónimo: Miguel Andrade
Autor(a): Joel Domingues Oliveira  
E.B. 1 de Calvão - 4º ano

...

Categoria C
1º Prémio - Título do trabalho "À beira do rio"
Pseudónimo: Camilinha Melf Brilhante
Autor(a): Lara Oliveira Carvalhais Cordeiro  
Colégio de Calvão - 6º ano D

Categoria C
Menção Honrosa Título do trabalho "Luz e sombra"
Pseudónimo: Sir. Maximiliano das Letras
Autor(a): Daniel Silvestre Batista  
E.B. Dr. João Rocha (Pai) - 6º ano D


...

Categoria D
1º Prémio - Título do trabalho "O significado das coisas"
Pseudónimo: Bryan Silver
Autor(a): Martim Oliveira Carvalhais Cordeiro  
Colégio de Calvão - 7º ano A

Categoria D
Menção Honrosa Título do trabalho "Talvez tenha sido do chá"
Pseudónimo: Baltazar Tavares
Autor(a): Pedro Manuel Neves Feitais  
E.B. Dr. João Rocha (Pai) - 7º ano E

...

Categoria E
1º Prémio - Título do trabalho "A luz que é sombra"
Pseudónimo: Pires de Andrade
Autor(a): Rodrigo Miguel Pimenta Simões  
Colégio de Calvão - 11º ano B

Categoria E
Menção Honrosa Título do trabalho "Sombras de luz"
Pseudónimo: Lux
Autor(a): Mariana Gadelho Gonçalves  
Colégio de Calvão - 10º ano B

Categoria E
Menção Honrosa Título do trabalho "Luz e sombra"
Pseudónimo: Sympa
Autor(a): Sara Faneca de Oliveira 
Colégio de Calvão - 11º ano B
...

Parabéns aos premiados e a todos os participantes.

A entrega dos prémios está agendada para o dia 29 de maio, no Largo de S. Sebastião, em Vagos

XX DESSINS - AMADEO de SOUZA-CARDOSO no CORREDOR DAS ARTES

A partir de amanhã, 20 de maio, abertura da exposição XX DESSINS, de Amadeo de Souza-Cardoso, no Corredor das Artes/Biblioteca da Secundária.
Quem disser que a abertura da dita sofreu um ligeiro atraso é porque tem razão. Se o tempo fosse elástico...


Cartaz da exposição

Ele vive!

Um Fernando Pessoa não se encontra por aí todos os dias. Este é da Boa Hora.
Corrija-me se estiver errado, Sr. Pessoa:
DEUS QUER
O HOMEM SONHA
A OBRA NASCE...

Somos 4!

A candidatura da Biblioteca Escolar da Fonte de Angeão à Rede de Bibliotecas Escolares foi aprovada. Agora somos quatro (i.e., todas as bibliotecas do Agrupamento estão na RBE):
- BE da Boa Hora
- BE de Fonte de Angeão
- BE da Rocha-Pai
- BE da Secundária

BE de Fonte de Angeão

BE de Fonte de Angeão

LIVROS INFANTIS SOBRE E DE FERNANDO PESSOA

Como nem sempre é fácil descobrir livros infantis sobre e de Fernando Pessoa, deixo aqui alguns livros infantis que se encontram disponíveis na Biblioteca da Casa Fernando Pessoa (CFP) e não só!
A CFP, em Lisboa, em Campo de Ourique, foi a casa onde Fernando Pessoa viveu nos últimos 15 anos da sua vida.



Esta biblioteca é especializada em Fernando Pessoa e em poesia.

...

- “O Meu Primeiro Fernando Pessoa”, Texto de Manuela Júdice, Ilustrações de Pedro Proença. Lisboa: Dom Quixote, 2007 (Plano Nacional de Leitura);

- “Fernando Pessoa: o menino de sua mãe", Amélia Pinto Pais, Ilustrado por Rui Castro. Porto: Areal, 2011;


- “Fernando Pessoa: O Menino Que Era Muitos Poetas", Texto de José Jorge Letria, Ilustrações João Fazenda. Lisboa: INCM, 2014;


- “O Melhor Do Mundo São As Crianças: antologia de poemas e textos de Fernando Pessoa para a Infância", Lisboa: Assírio & Alvim, 1998;

- “Pessoa & CIA” (Banda Desenhada), Laura Pérez Vernetti. Lisboa: Asa, 2012;


- “ Fernando Pessoa Contado às Crianças Adultas", Jorge Chichorro Rodrigues, Ilustrações Rute Bastardo. Lisboa: Chiado Editora, 2013;


- “Fernando Pessoa, Mensagem, Adaptado para os mais novos" por Mafalda Ivo Cruz, Ilustrações de Sandra Serra, Santa Maria da Feira: Edições Quasi, 2008;

- "Poesia de Fernando Pessoa Para Todos", Selecção e Organização de José António Gomes, Ilustrações de António Modesto, Porto: Porto Editora, 2008;


- “Fernando Pessoa - Crianças Famosas”, José Viale Moutinho, Ilustrado por Fernando Oliveira. Porto: Campo das Letras, 1995;


- “ O Diário do Micas: Assalto à Casa Fernando Pessoa", Patrícia Reis, Ilustrações de Pedro Alves. Lisboa: Grupo Planeta, 2012;

MÁRIO DE SÁ CARNEIRO, 125 ANOS DEPOIS DO SEU NASCIMENTO

Mário de Sá-Carneiro nasceu a 19 de maio de 1890 em Lisboa. 
Depois da morte da sua mãe ficou na Quinta de Camarate, ao cuidado dos avós e tornou-se o centro dos cuidados e préstimos de toda a família.



Em 1911 foi para Coimbra onde se matriculou na Faculdade de Direito e conheceu Fernando Pessoa. Ele introduziu-o no círculo dos futuros modernistas.
Em outubro de 1912 partiu para Paris com uma mesada paterna da qual viveu. Cedo deixou de frequentar as aulas e dedicou-se à vida boémia e à literatura. Frequentava cafés e salas de espectáculo. Apaixonou-se pela cidade de Paris. Na capital francesa conheceu também Guilherme de Santa-Rita (Santa Rita Pintor).
Inadaptado socialmente e psicologicamente instável, foi neste ambiente que compôs grande parte da sua obra poética e a correspondência com o seu confidente Pessoa.
Entre 1913 e 1914 veio a Lisboa com uma certa regularidade, devido ao início da Primeira Guerra Mundial, com uma breve passagem por Espanha. Com Pessoa e ainda com Almada Negreiros integrou o primeiro grupo modernista português, sendo responsável pela edição da revista literária Orfeu.



Em Julho de 1915 regressou a Paris, escrevendo a Pessoa cartas de uma crescente angústia, das quais ressalta não apenas a imagem lancinante de um homem perdido no labirinto de si próprio, mas também a evolução e maturidade do processo de escrita de Mário de Sá Carneiro.


Primeiro alarme de suicídio escrito a Pessoa

Uma vez que a vida que passava não lhe agradava, e aquela que idealizava tardava em se concretizar, Sá Carneiro entrou numa cada vez maior angústia, que viria a conduzi-lo ao seu suicídio prematuro, perpetrado no Hôtel de Nice, no bairro de Montmartre em Paris, com o recurso a cinco frascos de arseniato de estricnina em 26 de abril de 1916.

Mário de Sá Carneiro foi um dos responsáveis pelo Modernismo Português, foi por meio dos seus esforços e os de Fernando Pessoa, que o Modernismo se pôde divulgar em Portugal.

O Modernismo Português é um movimento estético de vanguarda iniciado e impulsionado pela Geração Orfeu (da segunda década do século XX), no qual a literatura apareceu associada às artes plásticas e por elas influenciada. Este movimento surgiu primeiro como imperativo de levar a poesia a trilhar em Portugal os caminhos ousados e originais por onde ela seguia já no resto da Europa.


Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Raúl Leal, Côrtes-Rodrigues, António Ferro, Alfredo Guisado, Luís de Montalvor, Santa-Rita Pintor, Amadeu de Souza Cardoso e Ronald de Carvalho

Em fins de março de 1915, com efeito, apareceu a sonhada revista, a que deram o nome de Orfeu. Nela vinham à luz pública, de mistura com alguma prosa doutrinária de estética, vários poemas a oscilar entre o estilo decadentista e os inovadores estilos.
Desde a capa ao conteúdo, a revista escandalizou o público. Os críticos acusaram os novos poetas de banda de alienados e mistificadores a invadir os textos nacionais.
Nestas publicações colaboraram , entre outros, Luís de Montalvor, Mário de Sá Carneiro, Ronald de Carvalho, Fernando Pessoa, Alfredo Guisado, 


Luís de Montalvor e Fernando Pessoa

Almada Negreiros, Ângelo de Lima, Raúl Leal, Armando Cortes-Rodrigues, Albino de Meneses, Augusto Ferreira Gomes. D. Thomaz de Almeida, Castelo de Morais, Gil Vaz, Mendes de Brito, Carlos Franco, Ponce de Leão, Vitoriano Braga, ...

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O MUSEU D´ORSAY, no Dia dos Museus

O Museu d´Orsay fica situado em Paris, ao longo da margem esquerda do rio Sena, tendo como vizinhos o Museu do Louvre e os Jardins de Tuileries. 
O edifício que actualmente alberga o museu, era originalmente uma estação ferroviária, Gare d´Orsay, um edifício construído para a Exposição Universal de 1900.



As colecções deste magnífico museu provêm essencialmente de três locais: do Museu do Louvre, do Museu do Jeu de Paume e do Museu de Arte Moderna de Paris
De entre os pintores e escultores aí presentes, destacamos Van Gogh, Monet, Manet, Degas, Auguste Renoir, Paul Gauguin, Henri Rousseau, Toulouse-Lautrec, Millet, Auguste Rodin, Gustav Klimt, Cézanne e François Rude.

La gare d´Orsay

Inaugurado em 1986, o Museu d`Orsay, pela sua arquitectura, as suas colecções, os seus recentes trabalhos de modernização, é o testemunho de mais de três séculos de história artística, social, industrial, política, urbana, ...

O interior do museu

Relógio dourado , lembrança da Gare d´Orsay

Paul Cézanne -"Les joueurs de cartes" - óleo sobre tela

Degas - "La classe de danse"- óleo sobre tela

Paul Gauguin - "Femmes de Tahati" - óleo sobre tela

Edouard Manet - "Le fifre" - óleo sobre tela

Claude Monet - "Femmes au jardin" - óleo sobre tela

Renoir - "Bal du moulin de la Galette" - óleo sobre tela

Toulouse-Lautrec - "Seule" - óleo sobre cartão

Van Gogh - "Vincent van Gogh" - óleo sobre tela

Van Gogh - "O quarto de Van Gogh"

Edgar Degas - "Petite danseuse de 14 ans" - estátua em bronze

Auguste Rodin - "Porte de l´Enfer" - alto relevo em gesso

Jean-Baptiste Carpeaux - "Les quatre parties du monde soutenant la sphère céleste"