terça-feira, 14 de abril de 2015

ESSE BANCO, UM LIVRO ABERTO ...

Vê que óptima ideia!
Em Istambul, na Turquia, como se fossem livros abertos, os bancos trazem impressos versos de poetas turcos. 
Enquanto descansam, as pessoas podem ler os poemas. 
São 18 bancos diferentes. 
Pena que ainda ninguém tenha tido esta ideia para divulgar os nossos poetas portugueses!



E, por falar em poemas, deixo-te aqui um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, intitulado:  

As pessoas sensíveis 

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

«Ganharás o pão com o suor do teu rosto»
Assim nos foi imposto
E não:
«Com o suor dos outros ganharás o pão»

Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito

Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem

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