quinta-feira, 30 de abril de 2015

Obra Poética de Sophia de Mello Breyner Andresen publicada em maio com inéditos

Uma nova Obra Poética de Sophia de Mello Breyner Andresen, que inclui "uma parte com vários poemas inéditos", é publicada no dia 08 de maio.




Em comunicado, a chancela do Grupo Porto Editora afirma que "o livro que reúne toda a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, seguindo e atualizando os critérios de fixação de texto adotados nas edições anteriores, graças ao cuidado trabalho de Maria Andresen Sousa Tavares e Carlos Mendes de Sousa, que assinam, respetivamente, o prefácio e a nota de edição".
O novo volume "inclui ainda uma parte com vários poemas inéditos que integram o espólio da autora, em depósito na Biblioteca Nacional de Portugal", lê-se na mesma nota.
Segundo afirma no prefácio Maria Andresen Sousa Tavares, há "poetas mais peritos, mais cultistas, mais destros e liricamente sofisticados, mais modernos, mais antimodernos e pós-modernos, melhores pensadores. Mas aqui há uma força. Uma força muito raramente atingida. Há o vislumbre de um excesso não muito cauteloso, umas vezes iluminado, outras vezes rouco (às vezes luminoso outras vezes tosco)".
"Mas há, sobretudo, o poder de uma simplicidade difícil de enfrentar, por vezes inconfortável, não pela dificuldade conceptual, mas porque a simplicidade é a coisa mais complexa e, neste caso, a mais difícil, porque nem sempre oferece o flanco ao diálogo, quando busca o `dicível` do esplendor e do terror", acrescenta Maria Sousa Tavares.


Em outubro de 2012, a Porto Editora editou o conto inédito incompleto de Sophia de Mello Breyner Andresen "Os ciganos", que o neto Pedro Sousa Tavares terminou.
Falecida aos 84 anos, em julho de 2004, Sophia de Mello Breyner Andresen foi autora de vários livros de poesia, entre os quais "O nome das coisas" e "Coral", de obras de ensaio, designadamente "O nu na Antiguidade Clássica", de contos, como "Histórias da terra e do mar", de ficção infantil, em que se conta


"A fada Oriana", "Noite de natal", "A menina do mar", e também de teatro, "O colar". Traduziu vários autores.


Sophia de Mello Breyner Andresen foi a segunda mulher a ter honras de Panteão Nacional, como forma de homenagear "a escritora universal, a mulher digna, a cidadã corajosa, a portuguesa insigne", e de evocar o seu exemplo de "fidelidade aos valores da liberdade e da justiça", conforme se lê no projeto de resolução da Assembleia da República.

Em 2014, o parlamento aprovou por unanimidade a concessão de honras de Panteão Nacional à escritora, que foi também deputada à Assembleia Constituinte, em 1975-1976.

                                                                                                 in RTPNOTICIAS

quarta-feira, 29 de abril de 2015

NOVIDADES EM LIVRO

"Romance fervilhante de amores proibidos e intrigas palacianas, baseado numa rigorosa investigação histórica."
                                                                                                     Expresso


Em 1368, D. Leonor Teles de Menezes, a mulher mais desejada do Reino, casa com o morgado de Pombeiro, D. João Lourenço da Cunha. O matrimónio é imposto por seu tio, D. João Afonso Telo, conde de Barcelos. Mulher fora do tempo, aceita contrariada o casamento, que a melancolia da vida do campo não ajuda a ultrapassar. Por isso, decide abandonar o marido e parte para Lisboa, para gozar a vida de riqueza e luxúria que a Corte proporciona. 
Perversa e ambiciosa, não tem dificuldade em seduzir o jovem monarca, D. Fernando, alcançando, desse modo, o poder que sempre desejou. Mas a nobreza, o clero e o povo não veêm com bons olhos esta aliança de adultério com o Rei. E menos ainda quando a formosa Leonor Teles se envolve com o conde Andeiro... 
"Rosa Brava" é um romance baseado na investigação histórica que, por entre intrigas palacianas, traições, assassínios e guerras com Castela, reinventa, numa linguagem cativante, uma das personagens mais fascinantes da História de Portugal.

METRO DE MOSCOVO ABRE BIBLIOTECA VIRTUAL

O Metro de Moscovo abre biblioteca virtual de literatura clássica russa. Romances de Pushkin,  Chekhov e Tolstoy estão disponíveis para download gratuito por passageiros.

Estação do Metro de Novoslobodskaya, em Moscovo

Mais de 100 livros foram disponibilizados. Esta selecção estará disponível para os 2.490 milhões de passageiros que viajam anualmente no metro de Moscovo.

29 DE ABRIL - DIA INTERNACIONAL DA DANÇA

O Dia Internacional da Dança ou Dia Mundial da Dança comemorado no dia 29 de Abril, foi instituído pelo CID (Comité Internacional da Dança) da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) no ano de 1982.

1899 - "Bailarinas em azul" de Edgar Degas 
(Museu de Pushkin, Moscovo)

Ao criar o Dia Internacional da Dança a UNESCO escolheu o dia 29 de Abril por ser a data de nascimento do mestre francês Jean-Georges Noverre (1727-1810). 

1894 - "Danseuse" de Pierre Auguste Renoir

Ele ultrapassou os princípios gerais que norteavam a dança do seu tempo, para enfrentar problemas relativos à execução da obra.

1889 - "Bal au Moulin Rouge" de Toulouse Lautrec

A sua proposta era atribuir expressividade à dança por meio da pantomima (arte de narrar com o corpo), a simplificação na execução dos passos e a subtileza nos movimentos. 
Noverre destaca-se na história por ter escrito um conjunto de cartas sobre o ballet da sua época, “Letters sur la Danse”

Antonio Guzmán Capel


A BAILARINA


 ESTA MENINA

TÃO PEQUENINA
QUER SER BAILARINA

NÃO CONHECE NEM DÓ NEM RÉ
MAS SABE FICAR NA PONTA DO PÉ.

NÃO CONHECE NEM MI NEM FÁ
MAS INCLINA O CORPO PARA LÁ E PARA CÁ.

NÃO CONHECE NEM LÁ NEM SI,
MAS FECHA OS OLHOS E SORRI.

RODA, RODA, RODA COM OS BRACINHOS NO AR
E NÃO FICA TONTA NEM SAI DO LUGAR.

PÕE NO CABELO UMA ESTRELA E UM VÉU
E DIZ QUE CAIU DO CÉU.

ESTA MENINA
TÃO PEQUENINA
QUER SER BAILARINA.

MAS DEPOIS ESQUECE TODAS AS DANÇAS,
E TAMBÉM QUER DORMIR COMO AS OUTRAS CRIANÇAS.

(Cecília Meireles)

terça-feira, 28 de abril de 2015

HÁ 160 ANOS NASCIA O PINTOR JOSÉ MALHOA

JOSÉ Vital Branco MALHOA, nasceu nas Caldas da Rainha a 28 de abril de 1855.
Pintor e desenhista romanesco do país rural e real, intérprete de costumes populares, José Malhoa é uma figura de referência na pintura portuguesa.


Foi estudar para Lisboa aos 8 anos e aos 12 entrou na Real Academia de Belas Artes de Lisboa. Pioneiro do naturalismo em Portugal, José Malhoa, funda com Rafael Bordalo Pinheiro e com Silva Porto, em 1880, o Grupo de Leão (artistas que se reuniam na Cervejaria Leão de Ouro em Lisboa).
Trata-se de uma tertúlia de jovens artistas e cuja "filosofia" é pintar ao ar livre e sobretudo no campo.

As padeiras (1898)

Considerado o mais português dos pintores, Mestre Malhoa retrata nos seus quadros os costumes e tradições simples do povo, tal qual as via e sentia.

Embraçar cebolas (1896)

Este apego à terra que pinta em paisagens transbordantes de luz e cor, é também a celebração das suas origens humildes de filho de lavradores.

 A sesta (1909)

O "Fado", "A Procissão" ou "As Vindimas" são alguns exemplos da sua importante e vasta obra.

Estudo para a pintura "O Fado"

Estudo para a pintura "O Fado"

O Fado (1910)

Malhoa, foi pintor de paisagens, cenas de género ou de costumes, retratos e nus. 

O atelier do artista (1893)

Raramente pintou a paisagem pela paisagem. Além do retrato das gentes do povo que figuram nos quadros de género, pintou inúmeros retratos da aristocracia. 


O "Retrato de Laura Sauvinet" (Museu de José Malhoa), uma sua aluna, realizado em 1888, foi por ele considerado a sua obra-prima.
Ainda nos anos 80, instalou em Figueiró dos Vinhos, aquilo a que ele chamou "O Casulo", uma segunda residência onde pintou a grande parte das cenas rurais.

"O casulo de Malhoa" da autoria de Barata Moura

"Aqui escolheu construir a sua casa chamada "Casulo" pequenina mas muito castiça, tipo chalet de cor tijolo que ele próprio pintou com flores tipo vitorianas à volta da cimalha da sala,(pétalas em tons rosa pálido), tendo como modelo as frondosas camélias do jardim Bissaya Barreto. Igualmente esculpiu magnificamente em madeira um lambril delicioso no pormenor do traço e intenso de altura."

E é também em Figueiró dos Vinhos que virá a falecer a 26 de outubro de 1933.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Prof. AMADEU RAMOS TOCA ABRIL

Foi durante o intervalo grande, da passada sexta feira, dia 24, que os alunos puderam assistir à actuação do professor Amadeu Ramos acompanhado da sua gaita de foles.


Diz quem ouviu, que as cantigas "Grândola, Vila Morena" e "Gaivota", foram muito bem executadas. Não seja ele, um Mestre!



Assim foram as manhãs da semana da Liberdade 

sábado, 25 de abril de 2015

ANTES DO 25 DE ABRIL DE 1974 ERA ASSIM...

Descobrir que antes do 25 de Abril, a vida dos portugueses não era a mesma que hoje temos, foi o trabalho de pesquisa feito pelos meninos e meninas do 3º ano A do Centro Escolar de Fonte de Angeão.


A inexistência da liberdade de expressão, a guerra do ultramar, a televisão a preto e branco, a emigração forçada, o risco de "ir a salto" para França e a pobreza, entre tantas outras situações, caracterizavam as condições deploráveis de vida dos portugueses.

O Afonso Manco e o Tiago Santos, do 3º ano A, realizaram este vídeo que acaba com um agradecimento ao MFA, escrevendo "O povo está com o MFA"

Excelente trabalho!

Continuem a enviar-nos os vossos trabalhos

sexta-feira, 24 de abril de 2015

CANTAR ABRIL PELO 3º A DO C.E.F.A.

Mais uma vez os meninos e meninas do Centro Escolar de Fonte de Angeão quiseram fazer-se ouvir, e desta vez ao som de "Grândola, Vila Morena".


O mais curioso é que, além de cantarem bem, além da excelente entoação colectiva, há um bater de pés a lembrar os passos em cadência do original de Zeca Afonso.

Parabéns a todos e também ao vosso professor Alexandre Loff.

Palestra com BD para assinalar o 23 DE ABRIL, DIA MUNDIAL DO LIVRO

 
Assinalámos ontem, 23 de abril, o Dia Mundial do Livro, na Biblioteca da Secundária, com uma palestra alusiva à criação de uma obra em Banda Desenhada. Para o efeito, convidámos Miguel Moreira e Catarina Verdier (cf. resenhas biográficas em baixo) que nos vieram falar sobre o processo criativo de um álbum sobre Fernando Pessoa que, ao longo de dez anos, laboriosamente preparam para publicar:

"As Aventuras de Fernando Pessoa, Escritor Universal... "




A intervenção dos autores – distribuída por duas sessões – foi seguida com bastante interesse e agrado pelos alunos do 12º A, B1 e B2, do 10º B2 e do 11º D, bem como pelos professores que os acompanharam.


O referido livro ainda não conheceu a luz dos escaparates, mas tem vindo a ser divulgado na web através de um blogue, desde 2007, e do Facebook, desde 2013. Se quiseres s@ber +, clica e... aventura-te.
  


Autores - resenhas biográficas:

Miguel Moreira
Nasceu em França em 1976 e reside em Portugal desde 1991. Licenciado em artes plásticas pela ESAD de Caldas da Rainha, em finais de 2002, dedicou-se desde então a realizar uma banda-desenhada sobre a vida e a obra de Fernando Pessoa com o propósito de conhecer (e dar a conhecer) esse desconcertante artista e pensador. Beneficiou de um apoio à criação concedido pelo Programa de Bolsas Rui Tavares 2010/2011. A obra foi finalizada em 2012 e aguarda publicação. 



Catarina Verdier

Catarina Verdier é responsável pelo trabalho da cor da biografia em BD de Fernando Pessoa; foi assistente na revisão do texto, e gere atualmente a página de divulgação no Facebook. Nasceu em 1979, Lisboa, Portugal. Estudou na E. S. de Ensino Artístico António Arroio (1994 a 1997), e na  ESAD de Caldas da Rainha, no curso de artes plásticas (1997 a 2003). A sua pulsão imagética afirma-se essencialmente através da pintura e do desenho, trabalhos que divulga na web, em exposições, publicações, zines, etc..

quinta-feira, 23 de abril de 2015

25 de ABRIL, A LIBERDADE E OS LIVROS

Muito se tem escrito sobre o 25 de Abril. 
Deixo aqui 18 livros que falam sobre a Revolução dos Cravos na procura da Liberdade. 


VINTE CINCO A SETE VOZES, Alice Vieira, Caminho, 2004
Que foi que aconteceu no dia 25 de Abril de 1974? Do conjunto de sete vozes diferentes se faz esta história — com um final feliz, já que a liberdade também se pode festejar de mãos dadas num centro comercial da cidade...

O TÊPLUQUÊ E OUTRAS HISTÓRIAS, António Pina, Assírio e Alvim, 2006
O Têpluquê e Outras Histórias é um livro onde os jogos linguísticos e as derivações da imaginação servem de motivo para escrever contos fantásticos de escaravelhos contadores de histórias, personagens com nomes estranhos e pensamentos com vontade própria. Um livro para rir e imaginar.

ROMANCE DO 25 DE ABRIL, João Pedro Messeder, Caminho, 2007
  • E se um menino se chamasse Portugal? Ou então: pode o Portugal do antes do 25 de Abril ser comparado a um menino? Ora por que não? Ouçam pois a sua história: como cresceu e sofreu e lutou até, já adulto, ver realizado um sonho.E que sonho foi esse? O da liberdade, é claro. Mas imaginou também uma democracia e uma justiça que julgou possíveis no seu país à beira-mar. Esse país onde hoje o mesmo menino, homem feito agora, continua atento a sonhar com um mundo melhor.
A LIBERDADE EXPLICADA ÀS CRIANÇAS, Jean Luc Moreau, Terramar, 1998
Liberdade é uma das palavras mais bonitas em português ou em qualquer outra língua.
Este livro tem por objectivo não só explicar o que é a liberdade mas também contar um pouco das imensas e longas lutas dos homens para conquistarem, defenderem ou recuperarem a liberdade, através dos tempos.

FÁBULA DOS FEIJÕES CINZENTOS, José Vaz, Campo das Letras, 2001
"Metáfora da ditadura vivida pelos portugueses e da liberdade trazida pela revolução dos cravos. Três feijões tomaram conta do reino do “Jardim-à-Beira-Mar-Plantado”, roubando aos que ali viviam – feijões que se tornaram cinzentos – o sol, a água e o ar e calando-os com uma bola de futebol. Reprimiram o povo com a polícia e a censura e mandaram jovens para a guerra. 

A REVOLUÇÃO DAS LETRAS, Vergílio Alberto Vieira, Campo das Letras, 2004
Quem primeiro deu o alerta no Quartel das Letras foi o Cabo Clarim que, farto de tocar a recolher, ou porque não, ou porque sim, anunciou de pronto a hora do motim.Acenderam-se então os holofotes na parada, saíram as letras a correr da camarata ..As letras queriam viver em liberdade (...)

HISTÓRIA DE UMA FLOR, Matilde Rosa Araújo, Caminho, 2008
«Nas ruas havia flores vermelhas por toda a parte. No peito das mulheres, dos homens, nos olhos das crianças, nos canos sileciosos das espingardas. Nem era uma guerra, nem uma festa. Era o mundo de coração aberto.”

O RAPAZ DA BICICLETA AZUL, Álvaro Magalhães, Campo das Letras, 2004
O João subiu para a bicicleta, que rangeu aflitivamente. Às primeiras pedaladas, ela respondeu com alguns estalidos, como os dos ossos de um velho que se levanta de uma cadeira, mas pouco depois já rolava pela estrada abaixo. Ele pedalou com mais força e atravessou o ar morno da manhã. Sentia não sabia o quê que o empurrava para diante. Cheirava-lhe não sabia a quê, sabia-lhe não sabia a quê. E esse “não sei quê” era a liberdade...

ABRIL, ABRILZINHO, Manuel Freire, Vitorino, José Jorge Letria, Praça das Flores, 2006
Através da poesia e da música, o universo da Revolução de Abril, as suas personagens e alguns dos seus motivos mais representativos e simbólicos. O facto de os poemas serem musicados e cantados por autores/cantores de intervenção imprime cor local ao livro, aproximando-o do espírito (porque da sonoridade e dos ritmos) do 25 de Abril de 1974. 

O LADRÃO DE PALAVRAS, Francisco Duarte Mangas, Caminho, 2006
Impedidos das palavras luminosas, as mais doces, os meninos de uma aldeia, cercada por montes e receios, acordam um dia com barba verde de musgos.Uma nuvem de melancolia cobre parte do povoado: fica a noite sempre noite.Quem é ladrão das palavras luminosas, da alegria?

A LIBERDADE O QUE É? José Jorge Letria, Âmbar, 2007
Compilação de textos poéticos muito breves (tercetos) subordinados a um mote comum – a definição da liberdade – o livro de José Jorge Letria conduz o leitor numa viagem pelas diferentes formas – muitas metafóricas – de olhar e experimentar a liberdade, aqui recriada como uma maiores conquistas da Humanidade.

LÁ LONGE ONDE O SOL CASTIGA MAIS, Jorge Ribeiro, Calendário, 2008
Recriação, a partir das memórias dos seus protagonistas, de um dos momentos mais trágicos da história portuguesa recente, esta novela dá voz a uma geração que, por motivos políticos, participou numa guerra para a qual não estava humana e materialmente preparada. 

DO CINZENTO AO AZUL CELESTE, Ana Paula Oliveira, Calendário, 2009
Uma bela estória para os mais novos, onde se fala da escola e dos professores, da liberdade e da falta dela, dos poetas da poesia e de livros, escritores e cantores. Fala-se também de bibliotecas cheias de sol de cor e de saber.Com uma belíssima ilustração!

7 X 25 HISTÓRIAS DE LIBERDADE, Margarida Fonseca Santos, Edições Gailivro, 2008
7x25 Histórias da Liberdade é um conjunto de contos cujas personagens principais, falando na primeira pessoa, são objectos carregados de simbologia: o semáforo que travou a revolução durante uns minutos, o lápis da censura que, de repente, se vê como um elemento criativo nas mão de uma criança, a G3, o portão da prisão de Caxias, o megafone...

A LUTA PELAS COLÓNIAS, Paula Cardoso Almeida, Quidnovi, Colecção História de Portugal
No volume da colecção "História de Portugal” dedicado à Guerra Colonial, assiste-se ao avolumar da oposição e da resistência ao governo português, motivados pelo descontentamento popular e pela justiça da pretensão independentista das colónias. Marcada pelo sofrimento, tanto dos portugueses como dos africanos, na narrativa ecoa ainda a ideia da injustiça associada a qualquer conflito bélico, descrito como «maldita guerra».

ZECA AFONSO E A MALTA DAS CANTIGAS, José Jorge Letria, Terramar, 2002
Quem foi José Afonso e que importância teve como cantor, compositor e poeta? De que forma contribuiu o trabalho dos cantores de intervenção para a divulgação da obra de grandes poetas como Sophia de Mello Breyner, Natália Correia, António Gedeão, Manuel Alegre, José Gomes Ferreira ou Carlos de Oliveira? O que era cantar em nome da liberdade num país onde ela não existia?

terça-feira, 21 de abril de 2015

JOANA OLIVEIRA CANTA "GRÂNDOLA, VILA MORENA"

A Biblioteca virou Praça da Canção


A Joana Oliveira presenteando os colegas com uma Vila Morena, Grândola.

Assim são as manhãs da semana da Liberdade por aqui.

Sexta, há mais... 
Apareçam durante o intervalo grande.

EXPOSIÇÃO: PATRIMÓNIO DE VAGOS, uma recolha do 11º ANO D (Prof. Virgínia)

 Está patente no Corredor das Artes da Biblioteca, uma exposição sobre "O PATRIMÓNIO DE VAGOS". 
O interesse transmitido pela fotografia, de uma parte de um legado que herdamos do passado e que nos cabe preservar para que o possamos transmitir às gerações futuras.
Este trabalho e a sua exposição são da responsabilidade dos alunos da disciplina de Técnicas de Informação e Animação Turística (TIAT) do 11º ano, turma D.


 CAPELA DA MISERICÓRDIA

 CAPELA DO ESPÍRITO SANTO 

PELOURINHO DA CAPELA DO ESPÍRITO SANTO

 CAPELA DE S. SEBASTIÃO

 PELOURINHO DA CAPELA DE S. SEBASTIÃO

 INTERIOR DO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DE VAGOS

QUINTA DO EGA

QUINTA DO EGA 1

PELOURINHO

PALACETE VISCONDE DE VALDEMOURO

SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DE VAGOS

TURMA DO 11º ANO D

TRIBUNAL DE VAGOS

segunda-feira, 20 de abril de 2015

SOMOS LIVRES...

Escrita e interpretada pela actriz Ermelinda Duarte, com arranjos de José Cid, esta canção celebra a liberdade conquistada, tendo sido, pelo seu simbolismo, um dos temas mais populares a seguir ao derrube da ditadura do Estado Novo e fim da censura pela Revolução de Abril.
Esta canção pertencia à peça de teatro "Lisboa 72/74" da autora teatral e encenadora Luzia Maria Martins, então levada à cena no Teatro Estúdio Lisboa.



Letra e música: Ermelinda Duarte

Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

domingo, 19 de abril de 2015

MANUEL FREIRE, UM VAGUENSE DE ABRIL

Manuel Freire nasceu em Vagos no dia 25 de Abril de 1942. 


Muito jovem (16 anos) apoia a candidatura do General Humberto Delgado. 
Estudante em Coimbra, toma contacto com José Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Mesmo depois de ter ido para o Porto, para um meio em que a crise académica que grassava em Coimbra não era tão evidente, Manuel Freire continua a cantar canções de cariz social e política. 
Como era de esperar a Censura proibiu-lhe os temas "Lutaremos meu amor", "Trova", "O sangue não dá flor" e "Trova do emigrante". 
Por alturas de 1968, Manuel Freire era muito conhecido pela interpretação de "Pedro o Soldado" poema de Manuel Alegre 



Em 1969 vai ao programa Zip-Zip e o belíssimo poema de António Gedeão Pedra Filosofal musicado por Manuel Freire, torna-se um ícone da canção de intervenção.

Pedra Filosofal de António Gedeão

José Barata Moura, Vitorino, José Jorge Letria, Manuel Freire, Fausto, Zeca Afonso e Adriano 

HÁ MÚSICA NA BIBLIOTECA

É já nesta semana que haverá música na Biblioteca.
A aluna Joana Oliveira  vai ao palco na terça-feira, dia 21, e os professores Amadeu Ramos e Humberto Rua, no dia 24.

Não faltes e traz um amigo também.

JOSÉ MÁRIO BRANCO - EU VIM DE LONGE




Eu Vim de Longe



Quando o avião aqui chegou
Quando o mês de maio começou
Eu olhei para ti
Então eu entendi
Foi um sonho mau que já passou
Foi um mau bocado que acabou

Tinha esta viola numa mão
Uma flor vermelha n´outra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a fronteira me abraçou
Foi esta bagagem que encontrou

Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei p´ra´qui chegar
Eu vou p´ra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos p´ra nos dar

E então olhei à minha volta
Vi tanta esperança andar à solta
Que não exitei
E os hinos que cantei
Foram frutos do meu coração
Feitos de alegria e de paixão

Quando a nossa festa s´estragou
E o mês de novembro se vingou
Eu olhei p´ra ti
E então entendi
Foi um sonho lindo que acabou
Houve aqui alguém que se enganou

Tinha esta viola numa mão
Coisas começadas noutra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a espingarda se virou
Foi p´ra esta força que apontou

CONVITE PARA O FILME "CAPITÃES DE ABRIL"

sábado, 18 de abril de 2015

Prémio ARY DOS SANTOS no "Festival Cantar Abril"

Hoje partilho convosco o "Prémio Ary dos Santos" de 2013 (prémio melhor letra), do Festival Cantar Abril que decorreu em Almada e que foi entregue a Miguel Calhaz.

"Não se trata de um prémio literário, mas sim de um concurso de canções, ainda por cima canções que se pretendem de intervenção - como são todas as canções e toda a arte, mas neste caso viradas para o espírito de Abril e da Liberdade."
                                                                    Samuel (Baú do Cantigueiro)

Na verdade é que também vem acompanhada de uma música divertida e de muita qualidade, também da responsabilidade de Miguel Calhaz.

O TESOURO de Manuel António Pina

Neste livro de Manuel António Pina, conta-se que há muitos anos, num país muito distante, vivia um povo infeliz, pois alguém lhes roubara o mais belo tesouro do mundo: A LIBERDADE.


Nesse país as pessoas não podiam fazer o que queriam, nem podiam dizer o que pensavam. Esse país parecia uma prisão, era o País das Pessoas Tristes. “As pessoas eram perseguidas, os meninos, como nós, não podiam ouvir as músicas, nem ver os filmes, nem ler os livros que queriam” – disse o João e “até não podiam beber Coca–Cola” – continuou a dizer o Roberto. A Coca-Cola era proibida! E ainda mais estranho era que as raparigas e os rapazes tinham que andar em escolas separadas e brincar em recreios separados por muros e grades. Mas, chegou o dia em que no País das Pessoas Tristes, os soldados pegaram nas armas e prenderam os ladrões que lhes tinham tirado o mais belo dos tesouros. O povo saiu para a rua e começou a gritar: “Viva a Liberdade! Viva a Liberdade!”. As pessoas estavam felizes, riam e choravam ao mesmo tempo e puseram cravos vermelhos nas espingardas dos soldados.
Por todo o País era uma festa. Era o 25 de Abril e, esse dia passou para sempre a ser chamado: “DIA DA LIBERDADE”, o dia em que aquele povo recuperou o seu Tesouro. Esse País chamava-se Portugal.
Esta história é verdadeira, aconteceu mesmo e cabe-nos a nós guardar bem este tesouro para que mais ninguém o volte a roubar.

SENHAS DO 25 de ABRIL: 2ª SENHA

A segunda senha para a continuação do golpe foi dada pela canção "Grândola Vila Morena" de José Afonso, gravada por Leite de Vasconcelos e posta no ar por Manuel Tomás, no programa Limite da Rádio Renascença, à meia noite e vinte, sendo antecedida pela leitura da sua primeira quadra.



  • «Foi o capitão de fragata Almada Contreiras, (…), quem teve a ideia de se usar a canção Grândola, Vila Morena, da autoria de José Afonso (1929-1987) como senha radiofónica para o início das operações no dia 25 de Abril. Tinha-se primeiro pensado numa outra composição de José Afonso, eventualmente mais revolucionária, Venham Mais Cinco, mas Carlos Albino, jornalista do República e responsável pelo programa de rádio Limite, da Rádio Renascença, informou de que tal não seria possível, porque a canção estava proibida pela censura interna dessa estação de rádio. Almeida Contreiras sugeriu então que se passasse Grândola, Vila Morena, cujo texto salientava os valores da igualdade e da fraternidade. A proposta foi aceite e às 0h20 do dia 25 de Abril Grândola, Vila Morena ouviu-se no programa Limite, uma produção independente diariamente apresentada na emissora católica Rádio Renascença.» 
in Centro de Língua Portuguesa em Hamburgo: núcleos temáticos: 25 de Abril (Instituto Camões)

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Grândola Vila Morena foi composta como homenagem à "Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense", onde no dia 17 de maio de 1964, Zeca Afonso actuou.
Depois fez-se a leitura de poemas da autoria de Carlos Albino, jornalista do República e colaborador naquele programa, que, a pedido de Álvaro Guerra e do comandante Almada Contreiras, tinha ficado incumbido de enviar senhas para sincronizar o golpe do MFA.

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Zeca Afonso

Grandola Vila Morena

Grândola, vila morena 
Terra da fraternidade 
O povo é quem mais ordena 
Dentro de ti, ó cidade 

Dentro de ti, ó cidade 
O povo é quem mais ordena 
Terra da fraternidade 
Grândola, vila morena 

Em cada esquina um amigo 
Em cada rosto igualdade 
Grândola, vila morena 
Terra da fraternidade 

Terra da fraternidade 
Grândola, vila morena 
Em cada rosto igualdade 
O povo é quem mais ordena 

À sombra duma azinheira 
Que já não sabia a idade 
Jurei ter por companheira 
Grândola a tua vontade 

Grândola a tua vontade 
Jurei ter por companheira 
À sombra duma azinheira 
Que já não sabia a idade