quinta-feira, 12 de março de 2015

Em 12 de março de 1572, publicam-se "OS LUSÍADAS"



É dia de recordar "Os Lusíadas" de Luís Vaz de Camões, epopeia publicada a 12 de março de 1572, que relata as descobertas e os feitos históricos portugueses.

As armas e os Barões assinalados 
Que da Ocidental praia Lusitana 
Por mares nunca de antes navegados 
Passaram ainda além da Taprobana,
 Em perigos e guerras esforçados 
Mais do que prometia a força humana, 
E entre gente remota edificaram 
Novo Reino, que tanto sublimaram;

 Eis a primeira oitava de "Os Lusíadas", uma das maiores obras literárias jamais escritas por um autor português. É uma obra poética, considerada a epopeia portuguesa por excelência, que se prevê ter sido concluída em 1556.


O tema central da obra é o descobrimento do caminho marítimo para a Índia. Para o seu tratamento literário, Camões criou uma história mitológica onde seres sobrenaturais - os deuses - contribuem para a evolução da acção, alguns opondo-se à viagem de Vasco da Gama, outros favorecendo-a. Ao mesmo tempo, são evocadas por Vasco da Gama ao Rei de Melinde as glórias da nacionalidade, numa síntese da História de Portugal. Geralmente, no início e no fim dos cantos, o poeta faz diversas considerações revelando as suas opiniões, reflexões e críticas.


O poema épico é constituído por dez cantos; cada canto possuiu um número variável de estrofes de oito versos, sendo cada verso composto por dez sílabas (decassilábico). A rima é cruzada nos seis primeiros versos e emparelhada nos dois últimos (ab ab ab cc).


Na sua estrutura interna, o poema revela-se claramente uma epopeia clássica, ao dividir-se em quatro partes: proposição (apresentação do assunto), invocação (o poeta invoca as ninfas do Tejo e pede-lhes inspiração para escrever o poema), dedicatória (o poeta dedica a obra a D. Sebastião) e narração (parte em que é feita a narrativa da viagem e a narrativa histórica).

Dispões na tua biblioteca de muito mais informação sobre esta obra. 

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