domingo, 1 de março de 2015

CHOPIN, o pai da "VALSA DO MINUTO"

Fryderyk Franciszek Chopin nasceu a 1 de março de 1810 na Polónia e morreu em Paris em  1849, com apenas 39 anos, com um problema pulmonar. A versão francesa do seu nome, FRÉDÉRIC FRANÇOIS CHOPIN, deve-se ao facto de aos 20 anos se ter mudado para Paris e ter adoptado a nacionalidade francesa.


Foi professor, intérprete e compositor, e ficou conhecido como um dos maiores compositores para piano da era romântica e um dos pianistas mais importantes da história.
Desde muito cedo revelou-se um "segundo Mozart". Aos 7 anos já era autor de duas polonesas (dança originária da Polónia). 
Em 1829, tem ocasião de ouvir tocar Niccolò Paganini (violinista italiano). Em dezembro deste mesmo ano, com 19 anos, realiza o seu primeiro Concerto para piano em fá menor.
Mas foi em Paris que terá ocasião de conhecer Franz Liszt, Hector Berlioz, Felix Mendelssohn e Vincenzo Bellini. E aqui cresce musicalmente, e é aqui, que ele compõe  muitas das mais belas peças.
Recordemos aqui, "A valsa do minuto", também conhecida por "Opus 64, nº1"
Conta a lenda que para escrever esta valsa, Chopin inspirou-se num cãozinho que corria freneticamente atrás da própria cauda. O título dado inicialmente por Chopin a esta valsa era Valsa do cãozinho, embora o seu editor o tenha alterado para Valsa do Minuto, para indicar uma valsa de curta duração.

                                                            Chopin. Valse op 64 No. 1 Valentina Lisitsa "Minute Waltz"

As inovações técnicas também o tornaram influente e fantástico. É o caso dos seus "Prelúdios" e "Estudos". Recordemos por exemplo o "Prelúdio Opus 28, nº 4" .


Embora Chopin tenha vivido no século XIX, foi educado na tradição de Beethoven, Haydn, Mozart e Clementi. A sua música é considerada como um ponto culminante do estilo romântico.
A sua vida foi curta mas muito rica em obras. Deixou uma obra intensa. 
Faleceu em Paris, junto de amigos. 
De acordo com o seu desejo, ao morrer, pediu que fosse tocado o Requiem de Mozart e que não fosse enterrado sem que primeiro lhe retirassem o coração, porque tinha medo de ser enterrado vivo. O seu coração encontra-se numa urna de cristal selada, com cognac, na igreja de Santa Cruz em Varsóvia. 
O seu corpo repousa no cemitério Père Lachaise. 

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