quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Da minha língua vê-se o mar


Da minha língua vê-se
a estrela mais brilhante do céu,
a simplicidade da natureza, aliada à vivência numa aldeia,
a tradição da arte-xávega,
     horas,
     progresso.
Da minha língua vê-se a fé e a esperança.

Da minha língua vê-se vontade de saborear
     cultura,
     os sonhos.

Da minha língua vê-se a Torre Eiffel: – o olhar vê tudo, mas a boca cala muito.
O que o olhar vê, a língua não alcança.

Nai língua mú a mi gabé qua glave dafrica – da minha língua vê-se a beleza da África.

Da minha língua vê-se o universo.