sexta-feira, 24 de abril de 2009

25 de Abril, Dia da Liberdade



( colecção de autocolantes comemorativos do 25 de Abril de 1974)



Comemoramos a Liberdade!


Ser livre é ser responsável pelas próprias escolhas, é ser capaz de respeitar a liberdade de todos. É ser mais humano e mais solidário. Ser livre também obriga.

Os nossos jovens e, mesmo, os pais de muitos deles já tiveram o privilégio de nascerem num país livre. Talvez por isso tantos entendam, hoje, a liberdade como um bem tão seguro, que nem é preciso zelar.




Aqui ficam as palavras com que três grandes poetas portugueses cantaram a madrugada de 25 de Abril de 1974, saudaram a conquista da Liberdade!






Ary dos Santos ; Sophia de Mello B. Andresen; Jorge de Sena


Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andersen
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Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
(...)
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena
.
(...)
Foi esta força viril
de antes de quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.
E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.

Ary dos SANTOS
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CANTIGA DE ABRIL

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.
Quase, quase cinquenta anos
reinaram neste pais,
conta de tantos danos,
de tantos crimes e enganos,
chegava até à raiz.
(...).
Tantos morreram sem ver
o dia do despertar!
Tantos sem poder saber
com que letras escrever,
com que palavras gritar!
(...)
Saem tanques para a rua,
sai o povo logo atrás:
estala enfim altiva e nua,
com força que não recua,
a verdade mais veraz.
Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

26-28/4/1974
Jorge de Sena

Para saber mais sobre este tema, visite o sítio do Centro de Documentação 25 de Abril, da Universidade de Coimbra. Pode ir lá por aqui.
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Quinta-feira, 16 de Abril.
O 25 de Abril cantado por Manuel Freire.
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Mais uma vez Manuel Freire aceitou o nosso convite para dar o seu testemunho sobre o Portugal de antes e depois do 25 de Abril de 1974. Desta vez a palestra foi dirigida a todos os alunos dos 7º e 12º anos. Dois alunos deram as boas vindas ao poeta e autor vaguense com um apontamento musical e de leitura de alguns poemas alusivos ao tema.
Deixamos aqui um momento da tão aplaudida actuação do nosso querido convidado.
Obrigado, Manuel Freire, e até breve!'
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