sexta-feira, 26 de junho de 2020

A poesia esteve na rede

A. Costa Pinheiro



Evento: Meet(ing) Poético
Data: Ontem, 25 de junho, 21 horas, no Google Meet
Organização e Produção: Biblioteca Escolar
Destinatários: todos os docente do agrupamento - do pré-escolar ao secundário

Memória...

Um distinto auditório marcou presença neste evento inédito da Biblioteca. Entre os presentes, professores e encarregados de educação, familiares e amigos, convidados pela afinidade aos jovens declamadores.

Sentido...

As pessoas que se juntaram a nós para colher as maçãs maduras do nosso pomar fizeram-nos sentir que a safra valeu a pena, a despeito das penas de horas infinitas a podar, a regar e a curar as macieiras.
Ficamos tocados pela delicadeza da vossa sensibilidade e imensamente gratos pelo vosso apoio.

Em cena...

Euclides Griné – Prof. Bibliotecário
Fátima Santos – aluna, 10.º ano*
Graça Rocha – prof. Equipa BE
Miguel Madaleno – aluno, 4.º ano*
Helena Ramos – prof. Equipa BE
Maria João Barros – aluna, 9.º ano*
Alexandre Loff – prof. Equipa BE
Teresa Ribau – prof. Equipa BE
* Vencedores do Concurso Nacional de Leitura, fase escolar (agrupamento) e fase municipal e apurados para a fase distrital, que não se realizou por razões imputáveis ao confinamento decretado por causa do Covid -9.

Fora de cena, apoiando a equipa...
Fátima Fernandes, Cristina Oliveira, Céu Matos, Ana Henriques

terça-feira, 26 de maio de 2020

Seis Cartas Abertas


Se numa manhã de maio um navegante

Euclides Griné
Pub. no jornal O PONTO, n.º 448, 20 de maio de 2020.

Esta história aconteceu numa manhã de maio e não começou com Era uma vez, começou com uma carta.




Carta 1/6 - Biblioteca, sábado, 16 de maio de 2020, cinco da manhã


Estimado Professor Bibliotecário,

Começo por te pedir desculpas pela hora matinal desta carta e pelas inconveniências que ela possa causar-te neste princípio de fim de semana.
Mas vamos ao que importa.
Quase que posso chamar-te de compatriota, pois, de certo modo, somos ambos gregos, eu por ser heleno de gema, e tu, estimado amigo, por teres da Hélade o nome que te deram e que a etimologia prediz auspicioso.
Permite-me agora que me apresente:
Sou Odisseus, o lendário herói grego que, há milhares de anos, errou pela imensidão do mar, tentando achar o caminho de regresso a casa, depois da destruição de Troia. Sim, sou o audaz viajante da «Odisseia» de Homero, o cânone ocidental e o epítome de todos os argonautas.
Ah, sendo tu, meu estimado bibliotecário, grego de nome, mas latino no falar, podes tratar-me por Ulisses, que é a mesma coisa.
Podes achar estranho que te escreva, logo eu, personagem de literatura. Mas fi-lo por dois motivos, aparentemente distintos, mas complementares, como passo a explicar: é o meu estimado destinatário um dos que bem me conhece, por me ter lido através das traduções do Frederico e nas versões decepadas, ditas para os mais novos; o segundo é eu estar sobejamente entediado, aqui, nas estantes da tua biblioteca, sem ver vivalma, dia após dia, sem sentir os passos de quem passa e as mãos de quem se detém, tira, abre e faz deslizar o curioso indicador sobre cada linha à procura de uma façanha minha. A maioria das vezes, passam indiferentes à minha frente e nem imaginam que eu existo, mas, para mim, só o princípio da incerteza de não saber se vão abrir as páginas onde me aventuro, me deixa alerta e vivo. Não sentir nestes tempos de confinamento este arrepio é sentir-me vencido depois de rotunda vitória na batalha.
«Navegar é preciso, viver não é preciso», disse-o Pompeu. E Petrarca o disse também. E outros. E eu, como Pessoa, «Quero o espírito desta frase». «Navegar é preciso, viver não é preciso.»
A razão desta carta.
É, na verdade, apenas uma a razão desta carta: o sentir-me confinado na tua Biblioteca, onde paira um infrangível silêncio e o pó assenta devagar. Bem sei que estás de quarentena, mas eu, por Hades, eu o que tenho que ver com isso? Eu, a quem nem as inexpugnáveis muralhas ciclópicas de Ílion detiveram, sinto-me aqui retido neste adarve sem saída chamado estante. Preciso de arejar, preciso de andar de mão em mão, preciso de errar de ilha em ilha. Quero chegar a Ítaca e ter a viagem que a ela conduz e levar à proa os felizes que me leem. Aqui parado, é que não! Quero o meu barco. Dá-mo, deixa-me seguir o curso aparente do sol que se deita onde Penélope não dorme com o meu tardar. Oh, deuses, abri a caixa dos ventos.
Navegar é preciso.

Ulisses


Carta 2/6 – Oikos, sábado, 16 de maio de 2020, seis da manhã


Estimado Ulisses,

Não desesperes, que a fortuna que se demora não te faltará.
Confesso que este bibliotecário não esperava uma carta de Ulisses. Uma carta de um outro homónimo teu, ínfimo grão de pólen, rasto diáfano da tua passagem, já seria bom. Uma carta de Leopold seria excelente. Mas, uma carta do Ulisses de Homero é demais. «Assim a lenda se escorre / A entrar na realidade.»
Eu te saúdo, arcano arquétipo de argonautas e de mim mesmo.
Queixas-te que a fortuna te abandonou e arrenegas desta quarentena que te agrilhoa, confina, confrange e consome numa ilha desconhecida e desafortunada.
És mito e és humano, irmão.
Mas confia, também eu me sinto confiscado à realidade, mas confiante. E luto abnegadamente contra o infortúnio, manobrando lestos trirremes virtuais com que me afoito na noite cerrada, singrando o mar horas sem fim e batendo a distância com o convés atulhado de livros e de heróis zangados.
Melhor seria se tivesse um cavalo de Troia para tranquilamente entrar no último reduto das cidadelas indiferentes à minha cabotagem. Mas tu tiveste dez anos para pensar no equídeo que te deu fama e glória e eu tive de me fazer às ondas do mar salgado com cascos inventados de navios que não tinha.
É tudo, por agora. Escreve-me sempre que queiras.

Assinatura ilegível
(Professor Bibliotecário)


Carta 3/6 - Biblioteca, sábado, 16 de maio de 2020, sete da manhã


Prezado Professor Bibliotecário,

Recebi com agrado a tua resposta, pois confesso que cheguei a temer que a minha falta de dotes para a epístola não contasse com a tua inexcedível indulgência.
Depois de ler a tua carta, estive a pensar como poderia ajudar-te na tua nobre e reinventada missão e confesso que tudo o que cogitei é inútil nesta hora. Porém, o tempo passa devagar e sem pressa algo me há de surgir.
Como nada te disse da primeira vez, aproveito para te dizer agora o que certamente já suspeitas, que usei e continuarei a usar o computador e o teu gabinete deserto para te escrever. Tive alguma dificuldade em começar, dificuldade que nunca senti quando me iniciei a manobrar o arado, a atirar a lança ou a retesar o arco. Entrar no teu computador exigiu de mim o mesmo engenho que usei para derrotar Príamo. Mas tudo se aprende com doses certas de esforço e resiliência. De tal modo é assim que estou a habituar-me depressa e a gostar até. Mas não penses que entrei no teu computador com o meu cavalo de Troia, embora estivesse tentado; mas, não fosse o diabo tecê-las, googlei o nome do meu engenho e, para espanto meu, apercebi-me logo que tinha sido alvo de plágio. Uns piratas quaisquer usam exatamente o nome da minha invenção para, com o perverso «malware», dar cabo das vossas formosas, mas não seguras maquinetas de computação. Tive, pois, de redobrar os cuidados e entrei, sem artimanhas, juro!
E cá estou eu agora a achar divertido teclar, googlar e… navegar. Navegar é preciso e enquanto não puder ser de outra maneira, será desta maneira, à vossa maneira.
Mas faz-me falta o mar e a fiandeira distante e gentil que me não sabe vivo.
Saúda-te o teu amigo.

Ulisses



Carta 4/6 - Oikos, sábado, 16 de maio de 2020, oito da manhã


Amigo Ulisses,

Desculpa não ter sido mais ligeiro na resposta, mas tenho estado aqui às voltas com o material que não tenho para enviar para preencher duas páginas que a minha escola publica no jornal local, trabalho que me foi destinado desde o princípio do mundo. E a «deadline» está ultrapassada e a coisa não está feita. Não me compete a mim escrever, mas este ano não tenho feito outra coisa. Foi neste ponto que me veio a ideia de te propor, nobre Ulisses, que estas missivas que estamos a trocar esta manhã fossem literatura para a dupla página que nos pertence no dito jornal. Espero que te não sintas molestado com o teor do pedido e que consintas que use este precioso recurso com que, por agora, porei fim às minhas canseiras. Afinal, os amigos são para as ocasiões e, descansa, que saberei premiar-te acima do justo.
Um abraço.

Assinatura ilegível
(Professor Bibliotecário)



Carta 5/6 - Biblioteca, sábado, 16 de maio de 2020, nove da manhã


Amigo Professor Bibliotecário,

Sinceramente, parece-me bem insignificante o teu pedido, à vista do prazer que irei colher dizendo-te que sim. Não vês o que eu vejo? Saindo a público sentirei finalmente os ventos de Éolo a soprar de feição e, quem sabe, em breve, poderei retomar a viagem.
Vai em frente!

Ulisses



Carta 6/6 - Oikos, sábado, 16 de maio de 2020, dez da manhã


Amigo Ulisses,

Estive a apanhar algumas gralhas que as pressas puseram a voar por aqui e parece-me que agora tudo está no ponto.
Vou aproveitar a ocasião para, mais uma vez, divulgar os «links» que abrirão aos visitantes as portas virtuais da nossa casa. Mas isso é mais abaixo, se houver espaço; agora tenho de agradecer-te estas horas bem passadas e o privilégio que me deste com este contacto.
Por fim, quero pedir-te que não retomes a Odisseia sem me avisar, tenho uma lembrança para ti.
Bons ventos.

Assinatura ilegível
(Professor Bibliotecário)



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quinta-feira, 2 de abril de 2020

2 de abril, Dia Internacional do Livro Infantil

A data desta quinta-feira assinala o nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875). 

MAIS UM CANCELAMENTO...

O evento
À MESA COM MAGALHÃES – JANTAR. EVOCAÇÃO. HISTÓRIA. LITERATURA. CULTURA, agendado para 23 de ABRIL,
fica adiado para o próximo ano letivo, em data a marcar na ocasião mais oportuna.

As razões para esta indesejada tomada de posição são evidentes e não precisam de ser invocadas. Ter de ficar em casa impede-nos de nos sentarmos sossegadamente à mesa com o navegador.

As voltas que o Mundo dá!


Concurso João Grave - prazos suspensos, até novo aviso



A Rede de Bibliotecas de Vagos e a Câmara Municipal, atendendo às atuais incertezas relativamente aos tempos mais próximos, causadas pela necessidade de acatar as medidas de contenção do Covid-19, informam que o CONCURSO LITERÁRIO JOÃO GRAVE fica com todos os seus prazos suspensos até novo aviso.
Os concorrentes que tenham já enviado os seus trabalhos podem, querendo e quando as condições impostas o permitirem, reaver os mesmos junto da entidade recetora, a Biblioteca Municipal.

segunda-feira, 16 de março de 2020

FERRAMENTAS DIGITAIS PARA ENSINAR/APRENDER EM TEMPO DE CRISE (E NÃO SÓ!)

Para GRANDES MALES...


Sugestões para organização do trabalho dos professores durante o período de encerramento das escolas motivado pela necessidade de estancar a progressão do Covid-19:  


FERRAMENTAS DE vIDEOCONFERÊNCIA E TRABALHO EM LINHA:

PLATAFORMAS DE APRENDIZAGEM INTERATIVA:
• Escola virtual: https://www.escolavirtual.pt/ - disponível em acesso livre
• Aula digital: https://auladigital.leya.com/ - disponível em acesso livre

MAGALHÃES - 500 ANOS DA CIRCUM-NAVEGAÇÃO - ATIVIDADES

O LEQUE DE ATIVIDADES QUE PROPOMOS
A TODOS OS PROFESSORES E ALUNOS DO AGRUPAMENTO
PARA ASSINALAR 
 OS 500 ANOS DA PRIMEIRA VOLTA AO MUNDO

quinta-feira, 12 de março de 2020

MAGALHÃES - 500 ANOS DA CIRCUM-NAVEGAÇÃO



O NOSSO PROGRAMA PARA ASSINALAR 
 OS 500 ANOS DA PRIMEIRA VOLTA AO MUNDO



quinta-feira, 5 de março de 2020

Um olhar especial... no Corredor das Artes até à próxima terça

Não é para olhar,
é para

Sandro William Junqueira na EB de Fonte de Ageão


Cenas de uma sessão com o escritor
na EB de Fonte de Angeão
com os alunos do 4.º ano
da casa
e com os alunos do 4.º ano da EB da Boa Hora,
que ali se deslocaram.